RECENSÃO DE “POR LUGARES INCRÍVEIS” DE JENNIFER NIVEN – por Luis Henrique Costa Santana

A POESIA NA OBRA “ POR LUGARES INCRÍVEIS”, DE JENNIFER NIVEN

RECENSÂO DE LUIZ HENRIQUE COTA DE SANTANA*

Em algumas circunstâncias não é o leitor que escolhe a obra, mas sim o inverso. Ultimamente alguns textos estão surgindo para mim, me sinto na responsabilidade de expor sobre eles, acredito que seja um ultraje não fazê-lo.  Já tinha ouvido falar a cerca na obra “Por lugares incríveis” da escritora americana Jennifer Niven, mas eu não liguei muito, parecia ser apenas mais um romance jovem-adulto (young adult – YA). Até um amigo da faculdade pegou emprestado de uma colega dele, nem falou sobre o livro, mas quando uma obra te escolhe não tem jeito. Continuar a ler “RECENSÃO DE “POR LUGARES INCRÍVEIS” DE JENNIFER NIVEN – por Luis Henrique Costa Santana”

“LA DANZA DE LAS ESFERAS” DE SANDRIUSKA THEREMIN – Reseña de Pablo Fante

Sobre el poemario La danza de las esferas de Sandriuska Theremin (Marciano Ediciones, 2022).

Descargas electromagnéticas

Al abrir La danza de las esferas de Sandriuska Theremin, descubrimos de inmediato un fragmento del poema «La palabra» de Gabriela Mistral (Lagar, 1954): «Yo tengo una palabra en la garganta / y no la suelto y no me libro de ella / aunque me empuja su empellón de sangre». Esta cita aislada invoca el poder del lenguaje que hierve en nosotros y se nos atraganta. Es una palabra violenta y peligrosa, porque si la soltamos «quema el pasto vivo, / sangra al cordero, hacer caer al pájaro». Justamente, este poemario de Sandriuska Theremin utiliza el poder de la palabra para hacer girar en armonía diversos elementos de la realidad y la naturaleza que, al mismo tiempo, existen en un mundo de violencia latente: así como el átomo engendra la bomba atómica (p. 15), la celebración de las ondas electromagnéticas tampoco pasa por alto su capacidad destructiva: «ondas delirantes / que se incendian / a 300.000 kilómetros por segundo / en el vacío» (p. 16). Esta doble dimensión del mundo aparece plasmada también en un collage (el primero de diez), que representa un planeta rodeado por naturaleza, esferas y átomos (p. 13), y que dialoga con el poema que le da título al libro, «La danza de las esferas»: «Esferas rojas y anaranjadas / Bailan en el cielo / abrasan el jardín / rompen ventanas / invaden la habitación / des / me / nu / zan / mi / cuer / po». Las esferas celestes son como las partículas que componen nuestro propio cuerpo. Ejecutan en armonía el baile que nos permite existir materialmente en la realidad y, al mismo tiempo, albergan la posibilidad latente de la disgregación y el caos a través de una explosión de la materia. Continuar a ler ““LA DANZA DE LAS ESFERAS” DE SANDRIUSKA THEREMIN – Reseña de Pablo Fante”

PETRARCA: AMANTE INFELIZ – por Eric Ponty

Laura e Francesco Petrarca

O idioma vernacular que ele usou ecoa em nossa linguagem própria, tanto literária como musical; e de sua personificação do amante infeliz como anti-herói se tornou um de nossos principais modelos. Petrarca foi um grande poeta lírico, mas também um psicólogo talentoso, cujas pesquisas sobre literatura das épocas e em sua própria psique o atraiu profundamente para as regiões onde a verdadeira culpabilidade e inocência são encontradas. Continuar a ler “PETRARCA: AMANTE INFELIZ – por Eric Ponty”

RECENSÃO DE “CALIFORNIAS PERDIDAS” – por Fernando Martinho Guimarães

Califórnias perdidas:
uma antologia de poesia açoriana

Californias perdidas é uma antologia de poetas e de poemas. O subtítulo diz-nos exatamente isso: Una muestra de poesía azoriana. De Antero de Quental a Emanuel Jorge Botelho. Nela se acolhem alguns dos poetas mais representativos do que, em cerca de século e meio, é exemplarmente configurável como exibição de uma identidade poético-literária e cultural – a assumida «açorianidade» a que Nemésio imprimiu cunho. Assim, para além dos nomes que constam do subtítulo, encontramos na presente antologia Roberto Mesquita, Vitorino Nemésio, Pedro da Silveira, Natália Correia, Eduíno de Jesus, Emanuel Félix, Martins Garcia, Álamo de Oliveira, J. H. Santos Barros e Urbano Bettencourt. Continuar a ler “RECENSÃO DE “CALIFORNIAS PERDIDAS” – por Fernando Martinho Guimarães”

“Por Descartes” de Yasmín Navarrete – Recensão de Moises Cardenas

El pensamiento del poemario Por Descartes de Yasmín Navarrete

 René Descartes fue un héroe del pensamiento, porque sus palabras las llevó más allá del papel, no solo dejó sus escritos, sino que plasmó una frase que dejó en el pensamiento de sus seguidores, pero también de todas las almas terrenales, al moverlas con la siguiente frase: «Pienso, luego existo», palabras que quedaron para la historia, ya que el filósofo en un estado de contemplación las escribió en su mente para dejarla escritas. Dicen que las palabras se la llevan el viento, pero lo que refirió Descartes, sin duda tuerce al ser humano, quienes van y vienen como trashumantes, algunos piensan y otros no, porque viven en sus propias hecatombes. No obstante, Descartes usó este pensamiento para referirse a la duda como estado de búsqueda de la verdad. Además, el dudar era una forma de hallar las respuestas a sus pensamientos. Por lo tanto, surge la pregunta, ¿dudamos? Y esto me trae el recuerdo de un profesor de filosofía que tuve cuando estudiaba la maestría en Filosofía, quien en una ocasión se me acercó y con una mirada taciturna y voz parsimonia me preguntó:
—¿Usted duda?
Cuando me hizo esa interrógate quedé pensativo, por lo tanto, Descartes hizo mella en mí, en el profesor y en muchos otros más, entonces pasaron los años y seguí pensando en Descartes, hasta que me topo con un poemario maravilloso, filosofal, existencial y pensamiento como lo es el libro Por Descartes de Yasmín Navarrete, publicado por Editorial Signo. La poetisa se conmueve con el filósofo y refleja su pensamiento de una forma somera, pero también intuitiva porque ella explora la duda, incluso se apodera de su ser, para debatirse sobre sus pensamientos que inclinan en su corazón.
La poesía de Yasmín Navarrete va desde la duda hasta la preocupación por las cosas, donde el amor está en sus versos, preguntándose por ese sentimiento que viaja en los astros. En el poema «Estrella oscura» la poetisa dice: Continuar a ler ““Por Descartes” de Yasmín Navarrete – Recensão de Moises Cardenas”

HOMENAGEM AO POETA NICOLA MADZIROV- por Viviane Santana Paulo

 

Nicola Madzirov, poeta, editor e tradutor. https://www.poetryfoundation.org/poets/nikola-madzirov

A liberdade do não-pertencimento na

poesia de Nikola Madzirov

Em uma bela tarde, com a silhueta do vulcão Mombacho acima dos telhados das casas, na famosa Calle La Calzada, em Granada, na Nicarágua, conheci o poeta macedônio Nikola Madzirov. Na ocasião do VIII Festival Internacional de Poesia, em 2012, alguns poetas e eu tomávamos cerveja, sentados a mesa na calçada. Falamos de poesia brasileira e de outras nacionalidades, sobre ser poeta e muitas risadas ecoaram pela estreita ruela. Nikola Madzirov nasceu em 1973, em Estrúmica (a maior cidade no leste da Macedônia do Norte, perto da fronteira com a Bulgária), proveniente de uma família de refugiados das Guerras dos Balcãs. Ele conta que aos 18 anos, o colapso da Iugoslávia provocou uma mudança em seu senso de identidade – como escritor, levando-o  a reinventar-se em um país que se via como novo, mas que ainda era alimentado por tradições históricas profundamente arraigadas. No ano seguinte, Madzirov participou do Festival Internacional de Berlim e me presenteou a tradução para o alemão da coletânea de poemas Pedra Deslocada (Versetzter Stein). Assim traduzi alguns de seus poemas (do alemão para o português), publicados no Jornal Rascunho, em 01/10/2012. A revista semanal alemã Der Spiegel comparou a qualidade da poesia de Madzirov à de Tomas Tranströmer. Seus poemas foram traduzidos para mais de quarenta idiomas. Ele recebeu vários prêmios nacionais e internacionais, é editor da edição macedônia da Antologia da Poesia Mundial: Séculos XX e XXI, e um dos coordenadores do site internacional de poesia Lyrikline, com sede em Berlim, além disso, é membro do júri do maior prêmio internacional para este gênero literário, o Prêmio Griffin de Poesia, do Canadá. Continuar a ler “HOMENAGEM AO POETA NICOLA MADZIROV- por Viviane Santana Paulo”

OS INTELECTUAIS- por A. Sarmento Manso

 

Cursos e percursos dos (pseudo)intelectuais

O que é e como se faz um intelectual? Os dicionários da língua portuguesa com mais ou menos palavras apresentam o intelectual como alguém que trabalha em actividades que requerem o intelecto: um indivíduo que mostra interesse pelas coisas culturais, literatura, poesia, cinema, artes plásticas, teatro… O intelectual quase sempre se (auto)apresenta como um ser à parte do vulgo. Faz questão de se exibir de forma andrajosa e de frequentar os lugares que se acredita ressumarem de cultura onde se faz logo notado. Passeia-se nas exposições que estão na moda, frequenta os bares mais concorridos, anda com os livros acabados de publicar. Absorvido no mundo da cultura, facilmente esquece a multidão que o rodeia e os problemas que a preocupam. O intelectual pelas nossas terras tende a imitar quer no visual quer no comportamento aqueles que escolheu como seus mentores e porque teve a sorte e a felicidade de estudar e frequentar outros países, diz mal do povo onde nasceu, na exata medida que rende inteira vassalagem ao que de fora lhe vai chegando ou ao que lá fora vai buscando. Continuar a ler “OS INTELECTUAIS- por A. Sarmento Manso”

RESENÃ DE “AMORES Y DESAMORES” DE CLAUDIA VILA MOLINA – por Rodrigo Verdugo Pizarro

Adentrarse en la obra poética de Claudia Vila Molina -la que permanece  mayormente inédita- con la excepción de su primera obra “Los ojos invisibles del viento”, más textos suyos que han sido publicados en diversas revistas nacionales y extranjeras, revistas que están mayormente adscritas a lo que es el movimiento surrealista actual por ej. Revista Athena de Portugal, Revista Materika de Costa Rica, etc, implica detallar al menos una de las filiaciones de esta escritura, para no referirnos al concepto de influencias, que según lo conversado con Claudia me parece más exacto. Continuar a ler “RESENÃ DE “AMORES Y DESAMORES” DE CLAUDIA VILA MOLINA – por Rodrigo Verdugo Pizarro”

A VIAGEM DO ELEFANTE – por Celso Gomes

A VIAGEM DO ELEFANTE         

Em maio deste ano, publicamos na Athena o artigo Quem Porfia Mata a Caça, no qual procurávamos analisar o romance O Homem Duplicado de José Saramago. O tempo passou, outras leituras vieram e me esqueci por completo do escritor português até que li uma notícia antiga sobre sua doença em um jornal do Rio de Janeiro, meses antes, de Saramago ressurgir nos cadernos literários brasileiros com entrevistas e um novo livro publicado: A Viagem do Elefante. Continuar a ler “A VIAGEM DO ELEFANTE – por Celso Gomes”

RESENÃ A “PUPILAS DE LOCO” DE VICTORIA MORRISON – por Claudia Vila Molino

Leer este libro implica adentrarse en la pequeña y gran muerte, como sombra que levita en forma trascendente y no opone resistencia. Sabiendo que en nuestra cultura occidental la actitud frente al suceso de la muerte lleva consigo una gran carga de temor, desgarramiento y dolor frente a un hecho ineludible, como es enfrentarse cara a cara con el temor a lo desconocido. Debido a esto, asombra esta hablante quien transita desde el inframundo hacia el exterior, en cierta medida su poética posee sesgos del gótico, llevado a nuestra época contemporánea. Ella descansa en las aguas mortuorias adquiriendo naturalidad y como una transeúnte con experiencia en estos lugares se desplaza hacia la vida y luego vuelve a sumergirse en los hábitos del antiguo mundo. Continuar a ler “RESENÃ A “PUPILAS DE LOCO” DE VICTORIA MORRISON – por Claudia Vila Molino”

SENHOR COMANDANTE – por Wander Lourenço

Senhor Comandante, por obséquio, eu peço-lhe que cesse com a Guerra, porque os seus bombardeios mutilam cidades e famílias, à proporção que explodem as vilas, os corpos e a esperança pacífica de histórias apagadas pelas labaredas da odiosidade proferidas por sua covardia ignóbil e incabível. Continuar a ler “SENHOR COMANDANTE – por Wander Lourenço”

“ESO DE AHÍ” POEMÁRIO DE MIGUEL MORENO (reseña) de Claudia Vila Molina

Sumergirnos en el espacio poético de “Eso de ahí” implica observar la poesía desde diferentes niveles que se vislumbran desde su lectura. En primer lugar, debemos destacar que los textos del poemario fueron creados entre los años 1989 y 2020, de ellos resalta el aspecto visual como parte intrínseca de la propuesta poética, luego el tópico político, punto imbricado al anterior, desde el que surgen diferentes elementos importantes a analizar. La poesía visual se ha encargado de recoger, deconstruir y traer ante nuestros ojos bajo nuevos preceptos, texturas y soportes del mundo artístico (dibujos, serigrafías, collage, fotografías) como relativos a las comunicaciones (tipografías, titulares, recortes, cartas, sellos) o a la publicidad (slogans, iconografía, estereotipos) los que constituyen fragmentos de aquella modernidad que han sido descontextualizados de sus usos comerciales para hacer ver, desde la vereda poética o artística, como el bombardeo constante de imágenes puede ser también reutilizado como material con fines estéticos. (Páez, 14) Continuar a ler ““ESO DE AHÍ” POEMÁRIO DE MIGUEL MORENO (reseña) de Claudia Vila Molina”

QUEM PORFIA MATA A CAÇA – por Celso Gomes

Entendeu o título? Pois é, essa é a primeira dificuldade entre tantas desse artigo, que visa analisar o romance O Homem Duplicado de José Saramago – único autor em língua portuguesa agraciado com o Nobel de Literatura – no qual é retratada a crise existencial de um professor de história que assistindo ao filme – cujo título é o mesmo desse artigo – subitamente, se reconhece no rosto de um ator coadjuvante, lançando-se à sua procura. Continuar a ler “QUEM PORFIA MATA A CAÇA – por Celso Gomes”

SERÁ ‘ALICE E OS ABUTRES’* UM ROMANCE ALICEANTE? – por Danyel Guerra

ArteLiteraria, eis a palavra-passe para quem quiser acessar o universo aliceano! Para começo de interação com ele, devo confessar que ignoro qual é a praia predileta de Beatriz Pacheco Pereira, enquanto cidadã. Na certa, todavia, não me enganarei se escrever que, enquanto autora, ela frequenta as finas areias da praia (da) arte literária, onde maresia se faz concórdia com poesia. E desde 2003, em que publicou ‘As Fabulosas Histórias Dela’, coletânea  de contos de feição, noblesse oblige,  fantasista. Continuar a ler “SERÁ ‘ALICE E OS ABUTRES’* UM ROMANCE ALICEANTE? – por Danyel Guerra”

D’A Grua e a Musa de Mãos Dadas – por Fernando M. Guimarães

A Grua e a Musa de Mãos Dadas é o título da sexta obra literária de Jorge Carlos Fonseca. Em entrevista dada ao jornal caboverdiano Expresso das Ilhas (30/9/21), a propósito do lançamento do livro na Cidade da Praia, o autor afirmava que a sua escrita não obedecia a qualquer programa ou intenção. Composta por 106 fragmentos, a natureza fragmentária da obra é religada por uma ideia sem a qual a literatura não faz sentido – a liberdade, esse exercício de escrita que encontra a sua matéria em tudo o que constitui pretexto da e para a criação literária: da literatura à política, dos afazeres que o dia a dia exige às pausas que a insónia impõe. Continuar a ler “D’A Grua e a Musa de Mãos Dadas – por Fernando M. Guimarães”

AS SELEÇÕES MUSICAIS BRASILEIRAS DE TODOS OS TEMPOS – por Wander Lourenço

Às vésperas da Copa do Mundo de 2022, no Qatar, um afamado jornalista do Caderno de Cultura desafiou-me a escalar as duas maiores seleções, feminina e masculina, de todos os tempos do cancioneiro pátrio, orientando-me a escrever a crônica como fosse uma entrevista coletiva para divulgação dos excretes nacionais, nas mídias estrangeiras e tupiniquins. Vamos a elas; entretanto, cabe informar que, por cavalheirismo, irei iniciar a convocação pela equipe feminina de compositoras e intérpretes. Continuar a ler “AS SELEÇÕES MUSICAIS BRASILEIRAS DE TODOS OS TEMPOS – por Wander Lourenço”

SOBRE LUGAR DE APARICIONES – por Carlos Barbarito

Carlos Barbarito sobre

LUGAR DE APARICIONES

Con collages de Sergio Bonzón

Con Sergio Bonzón nos conocemos desde los años setenta. Como me sucede con otros amigos no recuerdo con precisión dónde y cuándo nos vimos por primera vez. Continuar a ler “SOBRE LUGAR DE APARICIONES – por Carlos Barbarito”

RESEÑA A LIBRO “PIÉLAGO”, DE PEDRO MIRAVIA- por Claudia Vila Molina Molina

 

El rescate del símbolo como eje poético

Reseña a libro poético Piélago de Pedro Miravia

Observo árboles redondos, pequeños árboles  enredados en las alturas.  Quizá todo sea un gran árbol de palabras, la raíz que se adentra por los nudos y en esta migración vamos conociendo los lugares que nos enseña el poeta.   Estos sitios dentro de lo natural: agua, vientos, territorios amplios e interminables, son espacios vacíos donde la soledad habita inexpugnablemente y es el lugar ideal para el encuentro con su voz, la cual posee una fuerza primigenia que se  desarrolla a medida que el libro avanza. Continuar a ler “RESEÑA A LIBRO “PIÉLAGO”, DE PEDRO MIRAVIA- por Claudia Vila Molina Molina”

CARTOGRAFÍAS Y ABISMOS DE RONALDO CAGIANO – por José Pérez

 

CARTOGRAFÍAS Y ABISMOS DE RONALDO CAGIANO

-I-

MAPAS Y EXTRAVÍOS O LOS LABERINTOS DEL SER

Si tuviéramos que trazar una línea sobre algún mapa de la tierra para sentarnos a esperar la poesía de Ronaldo Cagiano, habría que pintar un círculo en el vacío y esperarlo dentro. Tal vez la tarde, el tiempo todo, no bastarían para el encuentro. Tendríamos que remontarnos a una estación de trenes de París, la Denfert-Rochereau, bajo un laberinto de huesos, o más allá, en el camposanto Père-Lachaise, de la Rue du Repos, durante el otoño de 2018, mientras busca los enigmas del suicidio del escritor persa  Sadegh Hedayat, ocurrido en 1951; o antes, en febrero de 2013, en Nuremberg, para confesarle a T. S. Eliot que el siglo veinte es el más asqueroso de los siglos, por sus matemáticas salvajes (en cuya cuenta caben horrores, bombas nucleares, guerras, muertes, hambrunas, náuseas, escándalos, naufragios, hegemonías, oscuridad, vacíos, esquematismos, vértigos y abismos); o en Barcelona, España, donde se le adviene en patadas en la frente las manzanas de Apple y la bíblica de Adán y Eva, como signos de las contrariedades e incertidumbres; o  incluso, más atrás, enero de 2011, en Lisboa, náufrago en el tedio de existir; poseído por lo que él llama una soledad atlántica, que lo remite a la infancia, donde seguramente lo hallaremos un día de 1961 —el 15 de abril, hace exactamente 60 años—, saliendo del útero materno, en su pequeño pueblo de Cataguases, frente al valle de Paraiba do Sul, del estado de Minas Gerais, y las sierras y colinas de Mantiqueira, Onça, Neblina y Santa Bárbara, en el sudeste de Brasil; en cuyos pies el río Pomba—que arrastra en su discurrir los riachuelos Meia Petaca, Romualdinho y Lava-Pés— le abre un libro acuático para que navegue la dura senda de la vida. Así lo establece, de manera ácida y árida, quejumbrosa y sentida, sentenciosa y epigramática, en su poema “OUTRAS LIÇÕES DO ABISMO”, en el que el río y el pueblo — Pomba y Catahuases—, discurren por igual en la suma del dolor y el destierro. Continuar a ler “CARTOGRAFÍAS Y ABISMOS DE RONALDO CAGIANO – por José Pérez”

O ININTERRUPTUS de Delalves Costa – PREFÁCIO de Carlos Néjar

A LUZ NOS OLHOS DA POESIA INAUGURAL
DE DELALVES COSTA

O Ininterruptos, choremos ruas dentro dos ossos, novo livro de Delalves Costa, pela editora Bestiário, do lúcido escritor-editor Roberto Schmitt-Prym, não é apenas a surpresa da descoberta de um poeta, que se constata pelos primeiros versos, mas também é o reconhecimento de sua maturidade, com original visão do mundo. Continuar a ler “O ININTERRUPTUS de Delalves Costa – PREFÁCIO de Carlos Néjar”

A POETISA E SEU SACERDÓCIO – por Eric Ponty

Thereza Christina Rocque da Motta

Com sua Poesia Reunida, Thereza Christina Rocque da Motta, está completando o seu Sacerdócio previsto por Olga Savary sendo-lhe uma vida dedicada como nessa citação lapidar:

 Poesia: magia prolixa, progresso do sol, não se constrói a partir de certezas, mas sim através das interrogações e esquadrinhamentos que, estes sim, nos fazem crescer. O poema é feito pelo poeta e, se todos os que estão ouvindo seu texto falam a mesma língua e estão na mesma sintonia, poderão estar entendendo em uníssono o poema. Continuar a ler “A POETISA E SEU SACERDÓCIO – por Eric Ponty”

OPINAN LOS ESCRITORES ARGENTINOS EN “DOCUMENTALES IV”- por Luís Benítez

Recientemente Ediciones Richeliú, de Buenos Aires, publicó el cuarto tomo de la serie ‘Documentales. Entrevistas a escritores argentinos’, que recopila las opiniones y los pareceres de una selección de autores de dicha nacionalidad. Gracias a la recopilación en sus páginas de las entrevistas realizadas por Rolando Revagliatti (1), antes publicadas en diferentes medios de comunicación, es posible para el lector acceder a este interesante material de consulta. En ‘Documentales IV’, poetas y narradores se explayan acerca de una gran variedad de temas, que van desde las peculiaridades de la obra propia hasta sus criterios en cuanto a la ubicación en el panorama de las letras contemporáneas, sus preferencias y rechazos literarios, los movimientos estéticos a los que han pertenecido o corresponden en la actualidad, así como su paso por el acontecer político y social en que se gestaron sus trabajos. Simultáneamente, los entrevistados proveen precisa información respecto de su modo de plasmar los trabajos y la manera en que cada título dialoga con los demás de su autoría. Continuar a ler “OPINAN LOS ESCRITORES ARGENTINOS EN “DOCUMENTALES IV”- por Luís Benítez”

PRESS RELEASE DE “MARAVALHA”, de Claudio B. Carlos

Maravalha – uma novela grunge gaudéria
154 páginas - 12 x 18 cm
R$ 38,00
Saraquá Edições (2020)
Cachoeira do Sul, RS Continuar a ler "PRESS RELEASE DE “MARAVALHA”, de Claudio B. Carlos"

“falar é morder uma epidemia” de Luís Serguilha (recensão de Ana Oliveira)

SERGUILHA, Luís – falar é morder uma epidemia. Edição BUSÍLIS. Tropelias & Companhia – Associação Cultural, 1ª Edição – Maio de 2019, Portugal.

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Luís Serguilha como escritor, ensaísta e poeta, é perentório na sua postura de insubmissão, como criador de conjunturas. Desloca-se pela literatura como manobrador de potências em mudança, onde a desinquietação é uma constante, destacando-se uma pronúncia de certo modo inacessível. Como poeta, distancia-se da pessoalidade incorporando o mundo, percecionando díspares acústicas e visões em alvoroço sempre fora de si mesmo. Continuar a ler ““falar é morder uma epidemia” de Luís Serguilha (recensão de Ana Oliveira)”

O TERRAPLANISTA – por Francisco Fuchs

Até aquele dia, Emanuel jamais questionara o que seu professor lhe ensinava. Ao contrário de alguns de seus colegas, que com o passar dos anos aprenderam a temperar as lições recebidas em sala de aula com um grão de sal, ele sempre se deu por satisfeito com todas as explicações. Emanuel era inteligente o bastante para saber que sua inteligência não era privilegiada e, por isso mesmo, esforçava-se o quanto podia para assimilar o conteúdo das aulas. Ele não enxergava a si mesmo, no entanto, como um conformista; apenas não via razão para questionar verdades há muito estabelecidas. Se o verdadeiro não se torna falso, nem o falso se torna verdadeiro, por que perder tempo com vãs especulações? Assim, se era por aderir à verdade que o chamavam, por vezes, de conformista, e se a zombaria de que era alvo soava aos seus ouvidos como um elogio ao invés de uma ofensa, o que mais poderia fazer senão conformar-se? Continuar a ler “O TERRAPLANISTA – por Francisco Fuchs”

A BUSCA DO ALEPH BORGEANO – por Danyel Guerra

“Existe no Universo, um ponto, um sítio privilegiado,
de onde todo o Universo se desvenda”

Louis Pauwels /Jacques Bergier

(Work in Progress)

Strategia del Ragno. Devo ao Cinema a boa ventura de, numa morna tarde de primavera, me ter entreaberto a porta da mansão literária de um escritor de sobrenome Borges. E com uma senha codificada em língua italiana.

Atento ao letreiro/genérico do filme supremo de Bernardo Bertolucci, datado de 1970, reparei que o soggetto partira de um conto de um autor, para mim, de todo ignoto. Consultando, curioso, a ficha técnica da fita, verifiquei que a narrativa tem por título Tema del traidor y del héroe, a terceira da seção Artificios do livro Ficciones, editado em 1944.(1) Continuar a ler “A BUSCA DO ALEPH BORGEANO – por Danyel Guerra”

(DI)VAGANDO SOBRE LA POESÍA – por Federico Rivero Scarani

“A ilha misteriosa” de Mário Cesariny de Vasconcelos

La poesía involucra, entre varios elementos constitutivos, a los sentimientos, sin embargo estos no hacen la poesía. La poesía es una manera, o un camino,  como tantos, de acercarse a la Verdad, a la Naturaleza, al Cosmos, y a las emociones humanas, aunque su único fin no sea solamente esos. Los antiguos griegos cantaban (con un objetivo didáctico) acerca de sus héroes y de sus dioses convirtiéndose sus obras en clásicos. Para ellos la voluntad divina y el Hado (Destino) conformaban la Verdad y la justificación  de su existencia. Lo novedoso en la poesía tampoco está en el lenguaje, en imágenes que abordan los variados temas si no en el “nuevo ojo” que se sirve del lenguaje poético y de sus correspondientes imágenes para hacer de los temas y motivos exposiciones originales que se mantienen entre lo “clásico” y lo “contemporáneo. Con respecto a este último se puede apreciar los postulados del relativismo estético (también denominado”estética historicista); este es una escuela de pensamiento en torno al arte, ligada al Postmodernismo y difundida especialmente en los países del tercer mundo. Esta escuela de pensamiento considera que la percepción y el juicio estético de un individuo frente a una obra de arte, son únicamente producto de la inmersión del mismo individuo en una cultura específica. Continuar a ler “(DI)VAGANDO SOBRE LA POESÍA – por Federico Rivero Scarani”

O “MERCADO” DA ESPIRITUALIDADE-por José Caldas

 

A espiritualidade está na moda. Para onde quer que nos viremos, uma oferta praticamente infinita de “mestres”, workshops, eventos, livros, encontros, cursos… acenam-nos com uma vida mais “espiritual” ou, pelo menos, mais feliz e mais leve. “Mestres”, em formatos praticamente infinitos, musculados, barbudos, sérios ou divertidos, inflamados ou seráficos, condescendentes ou implacáveis, prometem resolver os nossos problemas a troco de alguns euros. Workshops e eventos sobre temas inimagináveis, desde a leitura de auras até ao alinhamento dos chakras, passando pelas mais diversas terapias de cristais garantem eliminar ou, pelo menos moderar, as nossas dúvidas existenciais. Escolas de Ioga, orientadas por instrutores em poses acrobáticas e vestidos de branco imaculado prometem a libertação de todas as nossas tensões se conseguirmos poses espampanantes. Escolas ou grupos espirituais dedicam-se a interpretar, numa linguagem impenetrável e metafórica os segredos dos Vedas, dos Upanishads, do Corão, da Cabala…

Na esfera do show-business, muitas “celebridades” fazem da “espiritualidade” um instrumento de auto-promoção. Quem não recorda a adesão de Madonna, Britney Spears, Ashton Kutcher, Demi Moore, David Beckham, Guy Ritchie…aos estudos da Cabala (possivelmente, sem fazerem a menor ideia do que isso seja). Por todo o lado, verifica-se um aproveitamento, muitas vezes oportunista, de tradições espirituais do oriente que são rapidamente transformadas em caricaturas do original, onde os objectivos centrais de transformação interna são levianamente substituídos por rituais e cerimoniais pseudo-místicos, uma atmosfera lamechas de beijos e abraços teatrais, uma vocabulário cor-de-rosa e piegas (imediatamente abandonado à primeira contrariedade), um cortejo de vestuário exótico e extravagante, um espaço de convívio que engane o vazio do quotidiano, um lugar simpático para iniciar talvez uma relação romântica de ocasião, uma atracção sensual pelo carisma do “mestre”, a mera curiosidade diletante…, no fundo, o culto da forma em todo o seu esplendor tão típico dos tempos modernos.

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