A BUSCA DO ALEPH BORGEANO – por Danyel Guerra

“Existe no Universo, um ponto, um sítio privilegiado,
de onde todo o Universo se desvenda”

Louis Pauwels /Jacques Bergier

(Work in Progress)

Strategia del Ragno. Devo ao Cinema a boa ventura de, numa morna tarde de primavera, me ter entreaberto a porta da mansão literária de um escritor de sobrenome Borges. E com uma senha codificada em língua italiana.

Atento ao letreiro/genérico do filme supremo de Bernardo Bertolucci, datado de 1970, reparei que o soggetto partira de um conto de um autor, para mim, de todo ignoto. Consultando, curioso, a ficha técnica da fita, verifiquei que a narrativa tem por título Tema del traidor y del héroe, a terceira da seção Artificios do livro Ficciones, editado em 1944.(1) Continuar a ler “A BUSCA DO ALEPH BORGEANO – por Danyel Guerra”

(DI)VAGANDO SOBRE LA POESÍA – por Federico Rivero Scarani

“A ilha misteriosa” de Mário Cesariny de Vasconcelos

La poesía involucra, entre varios elementos constitutivos, a los sentimientos, sin embargo estos no hacen la poesía. La poesía es una manera, o un camino,  como tantos, de acercarse a la Verdad, a la Naturaleza, al Cosmos, y a las emociones humanas, aunque su único fin no sea solamente esos. Los antiguos griegos cantaban (con un objetivo didáctico) acerca de sus héroes y de sus dioses convirtiéndose sus obras en clásicos. Para ellos la voluntad divina y el Hado (Destino) conformaban la Verdad y la justificación  de su existencia. Lo novedoso en la poesía tampoco está en el lenguaje, en imágenes que abordan los variados temas si no en el “nuevo ojo” que se sirve del lenguaje poético y de sus correspondientes imágenes para hacer de los temas y motivos exposiciones originales que se mantienen entre lo “clásico” y lo “contemporáneo. Con respecto a este último se puede apreciar los postulados del relativismo estético (también denominado”estética historicista); este es una escuela de pensamiento en torno al arte, ligada al Postmodernismo y difundida especialmente en los países del tercer mundo. Esta escuela de pensamiento considera que la percepción y el juicio estético de un individuo frente a una obra de arte, son únicamente producto de la inmersión del mismo individuo en una cultura específica. Continuar a ler “(DI)VAGANDO SOBRE LA POESÍA – por Federico Rivero Scarani”

O “MERCADO” DA ESPIRITUALIDADE-por José Caldas

 

A espiritualidade está na moda. Para onde quer que nos viremos, uma oferta praticamente infinita de “mestres”, workshops, eventos, livros, encontros, cursos… acenam-nos com uma vida mais “espiritual” ou, pelo menos, mais feliz e mais leve. “Mestres”, em formatos praticamente infinitos, musculados, barbudos, sérios ou divertidos, inflamados ou seráficos, condescendentes ou implacáveis, prometem resolver os nossos problemas a troco de alguns euros. Workshops e eventos sobre temas inimagináveis, desde a leitura de auras até ao alinhamento dos chakras, passando pelas mais diversas terapias de cristais garantem eliminar ou, pelo menos moderar, as nossas dúvidas existenciais. Escolas de Ioga, orientadas por instrutores em poses acrobáticas e vestidos de branco imaculado prometem a libertação de todas as nossas tensões se conseguirmos poses espampanantes. Escolas ou grupos espirituais dedicam-se a interpretar, numa linguagem impenetrável e metafórica os segredos dos Vedas, dos Upanishads, do Corão, da Cabala…

Na esfera do show-business, muitas “celebridades” fazem da “espiritualidade” um instrumento de auto-promoção. Quem não recorda a adesão de Madonna, Britney Spears, Ashton Kutcher, Demi Moore, David Beckham, Guy Ritchie…aos estudos da Cabala (possivelmente, sem fazerem a menor ideia do que isso seja). Por todo o lado, verifica-se um aproveitamento, muitas vezes oportunista, de tradições espirituais do oriente que são rapidamente transformadas em caricaturas do original, onde os objectivos centrais de transformação interna são levianamente substituídos por rituais e cerimoniais pseudo-místicos, uma atmosfera lamechas de beijos e abraços teatrais, uma vocabulário cor-de-rosa e piegas (imediatamente abandonado à primeira contrariedade), um cortejo de vestuário exótico e extravagante, um espaço de convívio que engane o vazio do quotidiano, um lugar simpático para iniciar talvez uma relação romântica de ocasião, uma atracção sensual pelo carisma do “mestre”, a mera curiosidade diletante…, no fundo, o culto da forma em todo o seu esplendor tão típico dos tempos modernos.

É, na verdade, extraordinário o número de “mestres” que hoje se oferecem ao público. Alguns assim se intitulam mal terminam a frequência de um “curso” de reiki ou qualquer outra área do “saber espiritual”. Recebendo (quando recebem!) informação teórica (quantas vezes de uma pobreza e ingenuidade risíveis e bacocas) sobre temas que não dominam minimamente, crêem-se habilitados a transmitir o que não sabem e, claro está, a “formar” outros. Com um “diploma” na mão (que muitas vezes não vale o preço do papel em que está inscrito), começam a oferecer os seus “serviços” a preços exorbitantes que revelam bem a dignidade do seu carácter e a pobreza do seu pretenso “saber”; outros, após terem folheado uns livros ou frequentado alguns workshops sobre este ou aquele tema, arvoram-se um “saber” banal e superficial que, claro, se faz imediatamente cobrar pela sua transmissão; outros ainda, exibindo títulos pomposos de natureza “psico-espiritual”, procuram, numa linguagem entre a psicologia barata e o misticismo cor-de-rosa, encontrar o seu nicho de mercado. E, claro, nem sequer incluímos nesta listagem, o aldrabão profissional que, em quaisquer escrúpulos, se dedica a explorar a fragilidade ou ingenuidade do próximo ou o ingénuo simpático que crê bastar um bom coração para ser capaz de aconselhar e orientar a vida de terceiros. E nós, desencantados e desiludidos com o vazio ou o peso da nossa existência corremos muitas vezes atrás deles como mariposas em torno da luz. Frequentemente (quase sempre) saímos de lá ainda mais frustrados e desorientados porque nos apercebemos que, para lá das aparências vistosas ou extravagantes e das frases bonitas ou pomposas, reina um vazio e uma frivolidade ainda mais profundas do que aquelas que afligem a nossa vida – cegos que conduzem cegos sem se aperceberem da própria cegueira.

Pessoas de todos níveis etários e culturais frequentam estes lugares. Na verdade, o desencanto e a frustração do quotidiano não escolhem idades nem classes sociais. A carga afectiva e a brutalidade de certas existências pesa como chumbo, dói profundamente, e conduz as suas muitas vítimas a procurar algum conforto em espaços que lhe pareçam “espirituais”. É uma reacção profundamente humana que não merece certamente qualquer reparo ou censura. O problema reside na frustração das suas expectativas. Ao buscarem de forma acrítica certas respostas para os seus problemas sem qualquer consciência prévia do que é realmente importante para as suas vidas, correm o sério risco de se sentirem profundamente enganadas. E essa frustração apenas servirá para intensificar ainda mais a sua angústia e o seu desencanto numa espiral ascendente que poderá terminar na depressão, na alienação e até no suicídio. Continuar a ler “O “MERCADO” DA ESPIRITUALIDADE-por José Caldas”

CESARINY por Marilene Cahon

A ilha misteriosa de Mário Cesariny de Vasconcelos
Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto    tão perto    tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco Mário Cesariny, in “Pena Capital”

Poeta e pintor, considerado o principal representante do surrealismo português. É de destacar também o seu trabalho de antologista, compilador e historiador das atividades surrealistas em Portugal.

Um homem fora de seu tempo. Eis a melhor definição para Cesariny.

Nasceu em Lisboa em 9 de agosto de 1923 onde também morreu em 26 de novembro de 2006.

Foi em 1947 ao lado de figuras como António Pedro, José Augusto França, Cândido Costa Pinto, Vespeira, João Moniz Pereira e Alexandre O´Neill, como forma de protesto libertário contra o movimento do neo-realismo, dominado pelo Partido Comunista Português, ao mesmo tempo que também não alinhava com o regime salazarista, que cria o seu surrealismo português.

Cesariny adota uma atitude estética de constante experimentação nas suas obras e pratica uma técnica de escrita e de (des)pintura amplamente divulgada entre os surrealistas. A sua poesia é animada por um sentido de contestação a comportamentos e princípios institucionalizados ou considerados normais nos campos do pensamento e dos costumes. Ao recorrer a processos tipicamente surrealistas (enumerações caóticas, utilização sistemática do sem-sentido ou do humor negro, formas paródicas, trocadilhos e outros jogos verbais, automatismo, etc.) alcança uma linguagem que encontra o equilíbrio entre o quotidiano e o insólito. Nos últimos anos de vida, desenvolveu uma frenética atividade de transformação e reabilitação do real quotidiano, da qual nasceram muitas colagens com pinturas, objetos, instalações e outras fantasias materiais.

No Surrealismo encontrou o espaço de liberdade criativa que procurava.  Usava o sonho, a imaginação, o amor, assentes na técnica do automatismo psíquico e do acaso, sem imposições estéticas ou morais. Tudo de acordo com a sua personalidade inquieta, polémica, subversiva. Em Portugal  exercia sua vontade de transgredir e de desafiar a poderosa máquina da ditadura. Queria ser livre no seu país. “Eu acho que se se é surrealista, não é porque se pinta uma ave, ou um porco de pernas para o ar. É-se surrealista porque se é surrealista!”.

Sua poesia é um registro essencialmente surreal sustentado em jogos verbais, trocadilhos, paródias, humor negro, nonsense e enumerações infindáveis. Caracteriza-se pelo vivo e lúcido sarcasmo, pelo impetuoso e angustiante lirismo, assente numa linguagem rica de expressões antagônicas, de imagens, e de sugestões peculiares.

Famosa é sua frase ao final das conferências e palestras para as quais o convidavam:

– Estou num pedestal muito alto, batem palmas e depois deixam-me ir sozinho para casa. Isto é a glória literária à portuguesa.

Sobre o que escrevia afirmou: “Existe um certo ponto do espírito de onde a vida e a morte, o real e o imaginário, o passado e o futuro, o comunicável e o incomunicável, o alto e o baixo deixam de ser e não deixam de ser apercebidos contraditoriamente.”

(Passagem do “Segundo Manifesto Surrealista” (1930), de André Breton e selecionada por Mário Cesariny para integrar o “Manifesto Abjecionista”).

Em suas pinturas foi um autor espontâneo e insurgente, que bebia do misticismo e da magia das suas influências, dando primazia à cor e à anarquia figurativa. Pinturas, colagens, ‘soprografias’, e cadavres-exquis (que consistia na elaboração de uma obra por três ou quatro pessoas, num processo em cadeia criativa, em que cada um dava seguimento, em tempo real, à criatividade do anterior, conhecendo apenas uma parte do que aquele fizera) fazem parte da sua obra plástica. No entanto, a pintura e a poesia foram sempre aliadas: muitas obras incluem palavras recortadas, conjugações de textos e imagens, e outras formas experimentais.

Para Cesariny o amor era “um desmesurado desejo de amizade”, em que “o outro é um espelho sem o qual não nos vemos, não existimos”, e “a única coisa que há para acreditar”.

O poeta defendia que se pode morrer de amor, mas considerava que “também se pode morrer de falta de amor”.

O Surrealismo de Cesariny é uma forma de insurreição permanente, na arte e na vida.

♦♦♦

Marilene Cahon, brasileira, professora, escritora, poetisa, cidadã caxiense, autora dos quinze volumes que deram a Caxias do Sul o título de Capital Brasileira da Cultura em 2008. Membro da Academia Caxiense de Letras a qual presidiu no biênio 2012-2013, ocupando a cadeira de número 15.

A LIBERDADE E A RAIVA DO PERRO ARAGONÉS – por Danyel Guerra

     Tenha cuidado. Sinto que há em si tendências surrealistas. Afaste-se dessa gente.

  Jean Epstein

“Posso dizer tudo o que penso?….é a escrita automática!…” (1). Em sua edição de junho de 1954, a revista  Cahiers du Cinéma  inseria uma entrevista com Luís Buñuel. Na época, este cineasta era celebrado na Europa apenas como autor de uma tríade maldita, malgrado seu Los Olvidados (1950) ter emocionado Cannes.

Escrita automática? Será que aos 54 anos, o pai da mexicana ‘Susana’ ainda se afirmava fiel aos conceitos teóricos e aos procedimentos formais da finada guilda, na qual foi iniciado em 1929,  pela mão de Louis Aragon e de Man Ray?  Chegado a meia-idade, o rebelde persistia em menosprezar o paternalista conselho de Epstein? Continuar a ler “A LIBERDADE E A RAIVA DO PERRO ARAGONÉS – por Danyel Guerra”

FRIDA KAHLO: EL DISCURSO DEL CUERPO – por Mariella Nigro

Se ha dicho de varias formas que todo arte es erótico. Reconociendo que el de Frida Kahlo habría de ceder a tal generalización, no podría simplemente adscribirse su obra a un arte erótico. Ella traspone a la pintura una experiencia corporal, la carnalidad, más que la sexualidad, zona instrumental de las sensaciones: el cuerpo como espacio de desarrollo de las emociones.

Continuar a ler “FRIDA KAHLO: EL DISCURSO DEL CUERPO – por Mariella Nigro”

EDUARDO MOSCHES – por Elena Poniatowska

Romper el dominio absoluto de la CDMX como cacique cultural: Eduardo Mosches

Nadie promovió tanto la bondadde las revistas literarias en nuestro país como Octavio Paz y en los años 50 todos soñamos con ser publicados en la Revista Mexicana de Literatura, que dirigían Carlos Fuentes y Emmanuel Carballo, y años más tarde, en Vuelta, de Octavio Paz. Hoy por hoy, al lado de las dos grandes revistas Nexos Letras Libres, se mantiene a lo largo de los años una pequeña y heroica revista literaria: Blanco Móvil, fundada y dirigida por el poeta Eduardo Mosches, a quien le pregunto si su revista tiene relación con las dos hermanas mayores, arriba mencionadas, y responde: “Yo diría que somos de planetas diferentes. Tanto Vuelta como Plural tuvieron en su momento una actitud crítica al sistema que han perdido a pesar de leves atisbos opositores. Continuar a ler “EDUARDO MOSCHES – por Elena Poniatowska”

EM VOLTA DO “NU ABRIR EM NÓ”, de Pedro Ludgero- por Fernando Martinho Guimarães

Da bibliografia de Pedro Ludgero, nú abrir em nó é o sexto título e, segundo nos informa o autor, trata-se de uma recolha de textos escritos entre 2002 e 2009. É, também, o segundo livro publicado em edição de autor. O primeiro, dar o dizer por Não dizer, saiu em 2017, com textos escritos entre 2005 e 2012. Editado pela Incomunidade, em 2010 veio a lume sonetos para-infantis. Continuar a ler “EM VOLTA DO “NU ABRIR EM NÓ”, de Pedro Ludgero- por Fernando Martinho Guimarães”

EÇA DE QUEIRÓS E LEOPOLDI SZONDI – ULTIMA PARTE- por Marilene Cahon

Clik aqui e leia a I PARTE

Clik aqui e leia a II PARTE

III e ÚLTIMA PARTE

Sabe-se da capacidade de mudança na existência humana. Por meio da ação das funções do eu pontífice, a mobilidade do homem obtém um propósito (finalidade) e ele encontra um sentido.

Quando este processo se encaminha, há sempre uma liberdade maior no indivíduo e na sociedade, realiza-se, então, o fazer-se humano. Assim, na Psicologia do Destino a mudança é a meta. Quando ocorre a mudança, justifica-se a frase de Szondi: “O destino livre do homem se chama a escolha de fazer-se homem”.

Amaro não muda, apenas foge de Leiria. Quando reaparece, conversa com um cônego sobre a imoralidade da ideologia socialista. Teria sido essa sua maneira de disfarçar sua própria imoralidade? Continuar a ler “EÇA DE QUEIRÓS E LEOPOLDI SZONDI – ULTIMA PARTE- por Marilene Cahon”

UMA APROXIMAÇÃO A BORGES – por Marcos Fernando Kirst

Advogo ser lícito detectar e afirmar que o escritor argentino Jorge Luís Borges (1899–1986) professa três “personas literárias”: o Borges poeta, o Borges contista e o Borges ensaísta/conferencista/professor. Muitas vezes, em vários de seus textos, essas personas se misturam, quase sempre propositadamente, dando à luz aquilo que passamos a denominar – quem sabe aqui, ilicitamente – como “textos borgianos”. Continuar a ler “UMA APROXIMAÇÃO A BORGES – por Marcos Fernando Kirst”

ESENCIA Y EXCEDENCIA DE LA POESÍA CONTEMPORÁNEA – por Ulises Varsóvia

Este corto ensayo se propone dilucidar los factores que han conllevado  al desarrollo y/o transformación de la poesía del pasado siglo y de éste. Está referido a la poesía en general, pero especialmente a la hispanoamericana, y muy en especial a la de Chile, país del cual procedo y en el cual se ponen de manifiesto con mayor claridad las tesis que pretende sustentar este escrito. Continuar a ler “ESENCIA Y EXCEDENCIA DE LA POESÍA CONTEMPORÁNEA – por Ulises Varsóvia”

AL FILO DEL OJO de Omar Castillo – por Victor Bustamante

 

Hay varias formas de abordar la realidad poética en un momento determinado. Una de ellas enfundado y buscando brillo al hablar solo de escritores importantes, entre comillas, muchos de ellos impuestos por el marketing y el insidioso mundo editorial, donde se confunde literatura y negocios. Esto trae como retaliación una manera de escudarse y vivir del brillo de los poetas de relieve. Otra es la comodidad del mundillo académico pervertido y cifrado solo en escudarse tras el prestigio del legado de escritores muertos, impidiendo que haya una reflexión sobre el presente, lo cual excluye, y deja de lado a los escritores actuales, hasta que un remoto historiador los recobre. Todo lo anterior por pereza de buscar aspectos diferentes, como si nos señalaran para decir que esos escritores fueron de mayor fuste. Todo esto debido a ese lastre borgiano, admitido como mandamiento, cuando añadió que el antólogo verdadero es el tiempo, y esa cuasi sentencia mal entendida trajo como seña y saña olvidar las escrituras actuales. De tal manera añaden algo en este desalojo, que siempre la literatura está en otra parte; entre más lejos mejor. Ambas decisiones juegan con las cartas marcadas. Continuar a ler “AL FILO DEL OJO de Omar Castillo – por Victor Bustamante”

A “Europa” ou a minha “Nação”? por Diogo Pacheco de Amorim

Contra ou a favor da Europa? Contra ou a favor das nações? A “Europa” ou a minha “Nação” ?

Questão que hoje vivamente se coloca, desdobrando-se em infindáveis discussões. Juízos rápidos e fulminantes disparados contra quem duvida da bondade da escolha politicamente correcta, a da “Europa”. E contudo…

… Contudo são discussões sem sentido, caso antes se não defina, clara e inequivocamente, qual a Europa de que se fala. Porque há duas europas em tudo diferentes. Dois conceitos distintos instalados dentro de um mesmo termo: “europa”. Assim, se me perguntarem se quero manter-me na, ou “sair” da “europa” começarei por perguntar “qual Europa?”. Clarifiquemos, pois há uma Europa que nasceu na Grécia há 2.700 anos, entre oliveiras, penedos sagrados e o azul do mar. E aí, entre deuses demasiado humanos e homens quase divinos, nasce, cresce e agiganta-se toda uma Cultura. Ésquilo, Sófocles, Píndaro, Heraclito, Fídeas, Anaximandro, Sólon, e tantos outros, deram ao mundo o espírito de uma civilização ímpar.

O Espírito. O primeiro pilar.

Continuar a ler “A “Europa” ou a minha “Nação”? por Diogo Pacheco de Amorim”

EDUARDO SANTELLÁN(*)- por Carlos Barbarito

No es la única vez que me sucedió. El hombre –se dice- es el único animal que tropieza dos veces con la misma piedra. En mi caso, más de dos veces. Me pasó con Raúl Gustavo Aguirre, con quien mantuve una abundante correspondencia e intercambio de libros durante tres años y, cuando me había decidido a visitarlo a su casa en Olivos, me llegó la noticia de su muerte. Continuar a ler “EDUARDO SANTELLÁN(*)- por Carlos Barbarito”