
Mulher de Guerra, Mulher Inteira!
Sou fogo, mas também água
danço entre o turbilhão e a calma,
entre a chama que me arde no peito
e a maré que me devolve a alma.
Sou forte, mas também frágil
porque a força vive no gesto que treme
no silêncio que pede colo,
na coragem de admitir que dói.
Sou tão afável como indelicada
porque ser mulher é ser contraste,
é ser verdade
luz e sombra no mesmo instante.
Sou amiga do meu amigo
dando o que não consinto a mim mesma,
o meu coração é casa aberta
porque me esqueço da sua chave.
Sou carinhosa, por vezes indiferente
porque nem sempre,
o mundo cabe no meu abraço
mas quando se lhe ajusta, desabrocha.
Sou arrojada por objetivos
teimo, insisto, recomeço,
porque a vida não me ensinou a desistir
mas a levantar-me depois de cair.
Sou apego e paixão
sou vento livre quando preciso,
sou raiz funda quando quero
sou escolha, sou caminho, sou mudança.
Sou mulher e sinto-me feliz
com as minhas crenças e princípios,
com a verdade que carrego no peito
com a história que escrevo todos os dias.
Sou uma mulher de guerra
não pela violência,
mas pela força de existir inteira
num mundo que me pede metades.
Felizes dias para todas nós, mulheres
que somos fogo, água, resistência, fragilidade
e tudo mais que quisermos ser…
♦♦♦
Cristina Costa – mulher, trabalhadora, estudante, amiga, cúmplice. Interessada pela surpresa dos dias e pela beleza da vida.


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