LA TORTUGA ECUESTRE, DEL PERUANO CÉSAR MORO, EN COSTA RICA – por Ricardo Echávarri

Nota sobre la reciente aparición de La tortuga ecuestre, del peruano César Moro, en Costa Rica.

Gracias al cuidado de Omar Castillo, Amirah Gazel y Alfonso Peña acaba de aparecer, bajo el sello de Art Edition, en San José, Costa Rica (2018), la última reedición de la Tortuga Ecuestre, del poeta peruano surrealista César Moro. Esta cuidada edición contiene dos nota distintivas: una introducción de Omar Castillo y los admirables “collages” de Amirah Gazel y Alfonso Peña. Continuar a ler “LA TORTUGA ECUESTRE, DEL PERUANO CÉSAR MORO, EN COSTA RICA – por Ricardo Echávarri”

QUATRO POEMAS PELA AMÉRICA LATINA – por Rosa Sampaio Torres

I  QUANTAS VEZES SE MORRE

Para Moacir Armando Xavier

“Ninguém na vida teve tantos pecados que mereça morrer duas vezes.” Frase de Maria de Magdala quando Jesus pretende  ressuscitar Lázaro.

(“O Evangelho segundo Jesus Cristo” – José Saramago)            

Quantas vezes
se morre
nesta vida,
com pecado
ou sem pecado? Continuar a ler “QUATRO POEMAS PELA AMÉRICA LATINA – por Rosa Sampaio Torres”

UM ALBUQUERQUE PELA INDEPENDÊNCIA BRASILEIRA – Rosa Sampaio Torres

Por ocasião do bicentenário da Revolução de 1817

Um Albuquerque pela independência Brasileira

Manoel Cavalcanti de Albuquerque
Do ramo do engenho Castanha Grande - Alagoas
(“Papai Cavalcanti” - século XlX)

Como seu avô, outro Manoel de mesmo sobrenome que participou da “fronda’ dos “nobres da terra” contra autoridades e mascates portugueses nos anos de 1710, nosso jovem Manoel logo teria também manifestado índole indômita e não conformista, “sdegnosa”, dos longevos Cavalcanti italianos – índole que por aqui se mantinha em família afeita à luta libertária – luta agora nos trópicos nativista, independentista e republicana. Continuar a ler “UM ALBUQUERQUE PELA INDEPENDÊNCIA BRASILEIRA – Rosa Sampaio Torres”

AL FILO DEL OJO de Omar Castillo – por Victor Bustamante

 

Hay varias formas de abordar la realidad poética en un momento determinado. Una de ellas enfundado y buscando brillo al hablar solo de escritores importantes, entre comillas, muchos de ellos impuestos por el marketing y el insidioso mundo editorial, donde se confunde literatura y negocios. Esto trae como retaliación una manera de escudarse y vivir del brillo de los poetas de relieve. Otra es la comodidad del mundillo académico pervertido y cifrado solo en escudarse tras el prestigio del legado de escritores muertos, impidiendo que haya una reflexión sobre el presente, lo cual excluye, y deja de lado a los escritores actuales, hasta que un remoto historiador los recobre. Todo lo anterior por pereza de buscar aspectos diferentes, como si nos señalaran para decir que esos escritores fueron de mayor fuste. Todo esto debido a ese lastre borgiano, admitido como mandamiento, cuando añadió que el antólogo verdadero es el tiempo, y esa cuasi sentencia mal entendida trajo como seña y saña olvidar las escrituras actuales. De tal manera añaden algo en este desalojo, que siempre la literatura está en otra parte; entre más lejos mejor. Ambas decisiones juegan con las cartas marcadas. Continuar a ler “AL FILO DEL OJO de Omar Castillo – por Victor Bustamante”

OS RATOS – por Uili Bergammín Oz

Os jogadores de cartas, de Paul Cezanne

– Vou perder. – sussurrei comigo mesmo, enquanto observava dois enormes ratos desfilando sobre o balcão. – Vou perder tudo esta noite.

Seu Genaro tentava enxotar os pestilentos com um pedaço de pano, algo que já fora cobertor há muito tempo. Era em vão. Quando dava por si, lá estavam eles sobre a tábua imunda, repleta de copos e garrafas vazias, como se velassem a batalha que se travava. Sim, uma batalha era aquilo, não um simples carteado. Um combate psicológico e campal. Eram olhares oblíquos, estratégias ousadas, fumaça, a tensão dos generais ao decidirem se atacam o inimigo ou defendem o território conquistado. O silêncio era de estourar os tímpanos. E não só a mesa, mas todo o boteco era o campo de guerra. Uma guerra de nervos. O bairro temia aquele recinto. Todos sabiam da bomba-relógio que lá havia. Continuar a ler “OS RATOS – por Uili Bergammín Oz”

POEMAS E CENAS DE Zuca Sardan

PIRRAZZA

1 . VAPORETTO

Aviso aos navegantes o Vaporetto
partirá pra Cithera o Capitão
chama o cozinheiro chinês
o cozinheiro chinês chama o avestruz
o avestruz bota um ovo o chinês
parte o ovo traz um jornal o vento
venta o chinês faz da casca
o casco o chinês faz do jornal
a vela o Capitão reclama o chinês
faz do cachimbo do Capitão a cha-
miné o Vaporetto apita o vento
venta que venta que venta Continuar a ler “POEMAS E CENAS DE Zuca Sardan”

EDIÇÃO Nº 3 – DE FEVEREIRO 2018

EDITORIAL – No Tempo do Faz de Conta – por Júlia Moura Lopes

“Dans le monde réellement renversé, le vrai est un moment du faux” Guy Debord.

Estamos no Carnaval e o leitor de Athena perguntará onde fica e onde cabe a cultura, durante esta época?

Pois direi que é no reino e no tempo do faz de conta, que se cruzam todas as alegorias. Desde a sátira política e social, aos rituais que culminam na inversão dos papéis sociais, com origens na época em que o escravo se transformava em rei, e por sua vez, o rei se transformava em escravo, oferecendo esse sacrifício aos deuses.

Hoje, no Carnaval, os homens e as mulheres “trocam de sexo”, alguns por simples brincadeira, outros para cumprir algum secreto sonho. Na busca contínua da felicidade, nunca o lugar-comum mudou algo.

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EÇA DE QUEIRÓS E LEOPOLD SZONDI (PARTE I) – por Marilene Cahon

PARTE I

Leopold Szondi

A Psicologia szondiana está marcada pelo convencimento, intuitivamente adquirido, de que, em cada par de contrários (polaridades), os pólos são atraídos um ao outro e formam uma unidade. Segundo seu criador, não vale pender unilateralmente ao bom e desprezar o mau, mas é melhor perceber o bom e o mau como dois extremos da mesma totalidade e mantê-los em um equilíbrio dinâmico. Quando um pólo cresce, o outro decresce, quando um diminui, o outro desabrocha.  A partir daí, desenvolveu a teoria da Análise do destino.

A Análise do Destino completa os conhecimentos da Psicologia Profunda, com o acréscimo do Terceiro Inconsciente, o Familiar, depois do Pessoal de Freud (Viena) e do Coletivo de Jung (Zurique).

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MIGUEL DE UNAMUNO: ALGUMAS IDEIAS por Cecília Barreira

“Oliveira Martins era un pesimista, es decir, era un português. EI português es constitucionalmente pesimista; él mismo nos lo repite. No es acaso la flor amarga de este espírito la poesia desesperada y dura de Antero de Quental? Encontró acaso alguna vez lá desesperación acentos más trágicos, más hondamente poéticos en su rígida armazon meta física, menos artísticos? “

Miguel de Unamuno, Por Tierras de Portugal y Espana, 1930, pp. 49-50.

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MULHERES NAS RUAS DO PORTO (IV) por César Santos Silva

Albertina de Sousa Paraíso (Rua de)

Início – António de Sousa e Silva (Rua de)
Fim – Cul de Sac
Consagrada desde - 2010
Freguesia de: Paranhos

 

Albertina Sousa Paraíso nasceu na cidade do Porto, em 11 de Janeiro de 1864.

Filha da classe média da cidade, seu pai era director bancário e sua mãe directora de um colégio.

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REI E RAINHA DE UM CARNAVAL MICARETA por Danyel Guerra

Alain desenlaça, decidido, o amasso da frenética Romy. O que se passa, querido? Darling, o que passa daqui a uns segundos é o bus dos 33 minutos, não posso perdê-lo…! Ele ajusta, no orifício certo, a fivela prateada do cinto, selando a separação com um beijo fugaz nos lábios carmesins da garota. E sai disparado rua afora…senão vou tomar um chá de cadeira de meia-hora, completa aconchegando o cachecol black  & white ao pescoço e estugando a passada. E com apenas 33 segundos de atraso, um 33 se detém perante o solitário e ansioso passageiro.

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A “Europa” ou a minha “Nação”? por Diogo Pacheco de Amorim

Contra ou a favor da Europa? Contra ou a favor das nações? A “Europa” ou a minha “Nação” ?

Questão que hoje vivamente se coloca, desdobrando-se em infindáveis discussões. Juízos rápidos e fulminantes disparados contra quem duvida da bondade da escolha politicamente correcta, a da “Europa”. E contudo…

… Contudo são discussões sem sentido, caso antes se não defina, clara e inequivocamente, qual a Europa de que se fala. Porque há duas europas em tudo diferentes. Dois conceitos distintos instalados dentro de um mesmo termo: “europa”. Assim, se me perguntarem se quero manter-me na, ou “sair” da “europa” começarei por perguntar “qual Europa?”. Clarifiquemos, pois há uma Europa que nasceu na Grécia há 2.700 anos, entre oliveiras, penedos sagrados e o azul do mar. E aí, entre deuses demasiado humanos e homens quase divinos, nasce, cresce e agiganta-se toda uma Cultura. Ésquilo, Sófocles, Píndaro, Heraclito, Fídeas, Anaximandro, Sólon, e tantos outros, deram ao mundo o espírito de uma civilização ímpar.

O Espírito. O primeiro pilar.

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ENRIQUE ROSENBLATT, LA POESÍA OCULTA – por Enrique Santiago

 

Enrique Rosenblatt Berdichevsky, 17 de febrero de 1922, 6 de septiembre de 2009. Fue un poeta muy cercano al grupo Mandrágora. Uno de los colectivos surrealistas más influyentes de la literatura chilena y latinoamericana. Su primer acercamiento con estos poetas, se da primeramente bajo ciertas circunstancias del azar objetivo, cuando tenía 20 años y había comenzado sus estudios de medicina, le fue diagnosticada una tuberculosis, lo que le obligó a guardar reposo en su hogar durante un tiempo prolongado. En ese entonces uno de sus vecinos era Juan Sánchez Peláez, con quien estaba iniciando una amistad debido a que compartían el gusto por la poesía. Continuar a ler “ENRIQUE ROSENBLATT, LA POESÍA OCULTA – por Enrique Santiago”

ASSIM FALOU O POETA MALDITO – por Ester Fridman

 

Se Nietzsche já é um filósofo controverso, interpretado de forma tão completamente diferente por cada leitor, seu livro Assim Falou Zaratustra é, sem dúvida, o mais controverso de toda a sua obra. Seria um dos motivos de tamanha controvérsia a linguagem tão peculiar e não familiar na qual foi escrito? Uma leitura atenta à obra de Nietzsche como um todo nos revela um autor cujo procedimento de pensamento é diferente do procedimento de pensamento do homem ocidental em geral. Mas, se seu modo de pensar não é ocidental, tampouco o é puramente oriental. O que o diferencia é que ele não está preso às amarras do gregarismo, e nem à metafísica da linguagem. Ele diz que “…entramos em um grosseiro fetichismo, quando trazemos à consciência as pressuposições fundamentais da metafísica da linguagem, ou, dito em alemão, da razão. Esse vê por toda parte agente e ato: esse acredita em vontade como causa em geral; esse acredita no ‘eu’, no eu como ser, no eu como substância, e projeta a crença na substância-eu sobre todas as coisas (…)E nas Índias como na Grécia se fez o igual equívoco: ‘É preciso que já alguma vez tenhamos habitado um mundo superior (…), é preciso que tenhamos sido divinos, pois temos a razão!’(…) A ‘razão’ na linguagem: oh, que velha, enganadora personagem feminina! Temo que não nos desvencilharemos de Deus, porque ainda acreditamos na gramática…”1

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CAATINGA DREAMS por Floriano Martins

A experiência é meu único dever  
Ingmar Bergman
◊◊◊
A perda de um pouco de memória costuma ser gentil com a alma.
Walter Bishop

2043- O que passar por aqui será escrito. Este é um acordo secreto feito entre muitas vidas, muitas delas jamais compreenderam o motivo. 31 anos se passaram sem a mínima suspeita de que eu devesse retomar essas anotações.

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BRINCAR À POLÍTICA NO CARNAVAL por Francisco Castelo Branco

O Carnaval é uma das mais belas tradições que enche de cor e alegria as cidades e vilas portuguesas. O nível de euforia e qualidade não atinge os desfiles no Brasil, mas a maneira nacional de celebração da data contagia todos, mesmo os que não gostam de se mascarar.

Os preparativos para os eventos do ano seguinte começam pouco depois do último cortejo, embora sem a mesma dose de exagero que se verifica após as festividades no país irmão. Isto é, vivendo intensamente uma paragem de 365 dias, que decorre entre cada Carnaval.

Carnaval em Torres Vedras

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O DUELO FINAL – por Jaime Vaz Brasil

Basil Rathbone and Tyrone Power , no filme “The Mark of Zorro”, dirigido por Rouben Mamoulian

No porão, esperávamos o Águia. Atrasado, como sempre. Mas viria, cedo ou tarde. Viria com o nariz erguido, a roupa surrada e a tatuagem no braço que lhe valera o apelido. Iniciamos sem ele. Raimundo Sanchez estava com aquele casaco que o deixava ainda mais gordo, e foi desenrolando devagar a planta, desenhada em papel de embrulho. Olhamos em direção à porta: ninguém nos observava. O esquema todo abriu-se ali, clareira em mato de silêncio. Domingues, o manco, questionava os riscos de cada etapa. Quando mostrávamos a ele a fronte encurvada do seu medo, tentava se defender:

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QUANDO A MADRUGADA JÁ NÃO EXISTE: SOBRE A PÓS-VERDADE por João Esteves

Ruído incomodativo às 3h30 da manhã: um vizinho põe a música num volume acima do permitido. Por enquanto, eu sei! Nas assembleias das democracias, sobre as quais me dizem ser o lugar cada vez mais antiquado, face aos desígnios do mundo de hoje – afinal as leis provêm de maiorias que nem sempre defendem o interesse da maior parte dos cidadãos – tem-se vindo a discutir, face ao aumento do turismo, a possibilidade de se alterarem as horas a partir das quais não se pode fazer ruído excessivo. Por outras palavras, tem-se vindo a discutir a possibilidade de “não haver horas para dormir”, favorecendo a ideia do mundo globalizado: a noite é todo o dia, faz Sol todo o ano. Continuar a ler “QUANDO A MADRUGADA JÁ NÃO EXISTE: SOBRE A PÓS-VERDADE por João Esteves”

O POEMA E O POETA – por João Rasteiro






Nossa memória sempre foi 
a memória dos monstros 
nosso enigmático testamento

Casimiro de Brito



I

O poema nunca estará morto,
não é sequer poema,
a ilícita quimera desejada, o ouro
imperceptível e consumado,
“o problema não é meter o mundo
no poema”; vislumbrá-lo inteiro,
desinquieto em auroras claras,
em giestas de espera, e só assim
na breve treva a veracidade
que emana do canto dos pássaros
em disperso azul, em alforria,
lhe permitirá agarrar o seu trémulo
verso, a singular oblação da rosa. Continuar a ler “O POEMA E O POETA – por João Rasteiro”

… E NEM SEQUER ME VISTE – por Joaquim Maria Botelho

Imagem de Florian Gerbaud

(inspirado em um poema de Olavo Bilac)

Viu-a só uma vez. De relance. Loura, luminosa, clara. Cabelos cacheados emoldurando o rosto de menina, um olhar perdido, que num primeiro momento parecia estar focado sobre ele. Mas foram segundos. Passou pela frente da casa, retardando um tanto a caminhada – quem sabe ela voltava para mais um ligeiro estar abandonada sobre os cotovelos, na janela da casa bonita, bangalô florido, da Rua dos Ingleses. Não veio. E ele não teve mais como se demorar pela vizinhança. Podia ser tido como um malfeitor que espreita as casas para de noite roubar. Preferiu ir embora. Continuar a ler “… E NEM SEQUER ME VISTE – por Joaquim Maria Botelho”

A ARTE E A ARTE DA PSICANÁLISE (PARTE I) – por Jorge Antônio da Silva

PARTE I

Os poetas são aliados muito valiosos, cujo testemunho deve ser levado em conta, pois costumam conhecer toda uma vasta gama de coisas entre o céu e a terra com as quais o nosso saber escolar ainda não nos deixou sonhar. No conhecimento da alma eles se acham muito a frente de nós, homens cotidianos já que se nutrem em fontes que ainda não tornamos acessíveis à ciência .

Sigmund Freud

A thing of beauty is a joy forever.

John Keats

A Psicanálise é fruto do entrecruzamento entre a literatura e a medicina, embaladas pela mitopoética grega em seu processo criativo multidisciplinar, a serviço da plural elucidação da interioridade humana. Esse singular saber que redimensionou a visão do sujeito em sua essência plurifacetada, também se valeu das escoras invetigativas de outros cientistas, cujas buscas metódicas e conscientes caminharam na mesma direção de Sigmund Freud (1856/1939). Instrumentalizada na arte da palavra, a Psicanálise percorreu seu resoluto caminho sob a crítica de detratores ao seu inventor que, dela subtraiu os próprios equívocos em constante processo de revisão nos anos em que viveu. Releitores e comentaristas formam um continuum de recriações teóricas mas as estruturas de sua edificação na história do pensamento remanescerá como verdade, enquanto existir o homem, tal a justeza em sua constituição argumentativa. A arte lhe vem como ossatura estruturante, como esteios colaterais. O segmento seminal da Psicanálise se estatui por uma tríade de personagens do tragediógrafo Sófocles (?/406 a. C). Continuar a ler “A ARTE E A ARTE DA PSICANÁLISE (PARTE I) – por Jorge Antônio da Silva”