EÇA DE QUEIRÓS E LEOPOLDI SZONDI – ULTIMA PARTE- por Marilene Cahon

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III e ÚLTIMA PARTE

Sabe-se da capacidade de mudança na existência humana. Por meio da ação das funções do eu pontífice, a mobilidade do homem obtém um propósito (finalidade) e ele encontra um sentido.

Quando este processo se encaminha, há sempre uma liberdade maior no indivíduo e na sociedade, realiza-se, então, o fazer-se humano. Assim, na Psicologia do Destino a mudança é a meta. Quando ocorre a mudança, justifica-se a frase de Szondi: “O destino livre do homem se chama a escolha de fazer-se homem”.

Amaro não muda, apenas foge de Leiria. Quando reaparece, conversa com um cônego sobre a imoralidade da ideologia socialista. Teria sido essa sua maneira de disfarçar sua própria imoralidade?

A Psicologia do Destino desenvolveu uma regra que chama genotropismo, isso é, a atração mútua entre pessoas unidas pela herança. O genotropismo, ou a escolha clarificada pelo inconsciente familiar, pode ser observado, principalmente em cinco campos diferentes da vida: na escolha do parceiro amoroso; na escolha da amizade; na escolha da profissão ou passatempo; na escolha da enfermidade e na escolha da morte, por exemplo, no suicídio.

Escolher é uma sucessão de individualizar as escolhas com a própria marca. É colocar essa marca em uma história. É construir uma biografia. É pertencer a uma comunidade, é marcar (agir sobre) as pessoas, muito mais que qualquer acontecimento exterior que possa ocorrer por casualidade ou pela iniciativa de outros. Os impulsos para a liberdade e a compulsão são os fatores que condicionam o destino do homem. Foram escolhas políticas que colocaram Amaro na casa de Amélia, aliadas às suas escolhas pessoais.

Na história de Eça de Queirós aparece a ameaça velada que representa a presença de dois jovens juntos na mesma casa, portanto, havia “possibilidades de destino”. Pelo menos de início.

Amaro é nomeado pároco da cidade de Leira e, graças à indicação do Cônego Dias, hospeda-se na casa de Joaneira, onde conhece Amélia.

Aqui é preciso apontar o humor ferino e dissimulado do escritor, que de forma sutil deixa transparecer no texto escrito os interesses do Cônego Dias em indicar aquela hospedagem. Se o Teste de Personalidade criado por Szondi pudesse ser aplicado em Eça de Queirós, provavelmente, teríamos um perfil muito interessante, já que a um vetor positivo corresponde sempre o seu oposto. O seu Caim-Abel estão claros.

As figuras bíblicas de Caim e Abel, sua polaridade e sua integração na figura do escritor, têm um significado especial, de acordo com a concepção destino-analítica: originam a aquisição da consciência, as éticas, a lei para proteger a vida. São símbolos do destino humano que para a natureza polar, complementar e integrante, pertencem junto e afetuosamente a ele. Em cada Caim há um Abel e em cada Abel, um Caim. A disposição para matar do homem, a coisa ruim, vem de Caim. A coisa boa vem de Abel (Polaridade de Szondi). A necessidade da consciência, estabelecendo narrações, (simbolizada por Eça) é a integração. Na Psicologia do Destino significa o fator ético.

O fator ético causa tanto as ações afetivas grosseiras maléficas do homem Caim, como todos os atos éticos do homem consciente, que dá ao seu eu ordens contra o crime e os mandamentos para fazer o bem. O homem consciente é o Caim abelizado.

Nem Amaro, nem o Cônego Dias sobre o qual ele descobriu as relações amorosas com Joaneira, como nenhum dos personagens é completamente bom ou completamente mau.  Ambos (como todos), vieram ao mundo com uma dupla natureza ética. E podem escolher, conforme sua disposição, tanto o bem como o mal.

Quando os dois cônegos descobrem reciprocamente suas relações sexuais, unem-se para poderem exercer suas defesas. Ambos têm comportamentos assemelhados.

A herança familiar aparece, muitas vezes, por via do destino nas escolhas aparentemente individuais, como a escolha do sócio, do companheiro, da amizade, da profissão, da enfermidade da morte. O inconsciente familiar forma uma rede invisível – que encerra, verticalmente, todos os membros de uma família e há muitas gerações os envolve em um plano inconsciente de destino. A Análise do Destino considera o homem não com o um indivíduo isolado, mas arraigado no contexto visível ou invisível que o acompanha toda a vida, em seu futuro e nos que lhe sobrevierem.

O inconsciente familiar é, metaforicamente, o lugar onde se encontra, por assim dizer, a herança familiar do homem.

Amaro repete, de certa maneira, ao engravidar Amélia, o que o pai de Eça teria feito, engravidando sua mãe, sem estar com ela casado: ambos gerariam filhos bastardos. Repetia-se o padrão familiar. Ambas as mulheres, a personagem e a real, tiveram que esconder seu estado. Aliás, as personagens femininas dialogam muito mais com as emoções do que as masculinas, criando um clima de empatia, que nega o pseudo mautrato da mulher na escrita queirosiana.

A recorrência e a global coerência são dois conjuntos temáticos cuja unicidade simbólica pode ser elucidada na obra de Queirós: a representação da figura feminina, caracterizada por uma saturação mítica e por uma central dissociação; e a representação da decadência, caracterizada pela perda de um sentido original, pela perturbação de uma ordem e pela aniquilação do vigor consciente. Ambos os conjuntos mantêm cingidas relações entre si e com a crítica literária e social; a desordem feminina e a decadência são as figuras em que, de forma sistemática, se encarna o investimento dos valores, quer estéticos, quer ideológicos, em especial em O Crime do Padre Amaro. Na perspectiva szondiana, seriam as figuras mitológicas de Caim e Abel, integrados pelo próprio Eça, na função de autor.

A representação queirosiana do erotismo integra, associados à componente lírica, e intimamente aliados a uma latente misoginia, dois outros campos de imagens: a representação idealizada da mulher e a apologia do amor natural. A sobrecarga simbólica da figura feminina acentua-se com a introdução da fantasia erótica. Todo um sincretismo de figuras encantatórias e clandestinas incorpora a evocação de algum rito. As mulheres são seres luminosos e etéreos, de beijos vampirescos, que provocam encantamentos, delícias e mortes. Eça faz um balanço negativo da condição física das mulheres portuguesas criticando-as por destruírem toda a sua beleza, mocidade e graça. Ainda andavam destroçadas por figurinos desencontrados das suas características. Ou seja, à frágil condição física, aliavam uma tremenda falta de originalidade, de invenção, de espontaneidade. Estavam pouco habituadas à liberdade. Quer do seu corpo, quer do seu espírito. Eram frágeis e amedrontadas.

O erotismo, de cuja essencial desordem são sinais a prostituição, os audaciosos costumes femininos, a literatura da paixão, a ociosidade, a voluptuosidade aérea e luminosa, invoca a catástrofe. Uma catástrofe perversamente desejada como um beijo mortífero.

Entre a abjeção da obscenidade e a sedução da fantasia, estrutura-se em O Crime do Padre Amaro um discurso ideológico-erótico cujas raízes, profundamente afetivas, denunciam uma ambiguidade essencial: aquela constitutiva da figura feminina. A mulher queirosiana de 1867 é um ser irresistível e repulsivo: absolutamente romântico. O incessante processo que Eça lhe moverá será a resposta a uma intuição básica, a de que o desejo fluidifica e desvanece as fronteiras entre a realidade e a fantasia.

Amélia foi elaborada como figura portadora de culpa que, ao contrário de seu par masculino, foi castigada, pois carregava o estigma do pecado e, consequentemente, a única condenada e punida com o sofrimento e a morte. Cometera o pecado da luxúria, e embora fosse menos culpada do que Amaro, sobre ela recaíram todas as punições: foi mandada para o isolamento no sítio de Ricoça, um local semelhante a uma prisão, onde tinha por pretensa carcereira Dona Josefa. Lá, ela não tinha paz. De dia sentia medos e de noite era atormentada por pesadelos em que se via dando à luz monstros com aspectos de cabra ou de cobra, em uma alusão à relação que a sociedade fazia entre a Eva pecadora, a cobra tentadora e a figura feminina. Estas três imagens eram em geral associadas à noção que se tinha do demônio tentador, também personificado pela figura da cabra.

Depois do parto, Amélia iniciara um processo de sofrimento físico. Após uma longa e dolorosa agonia, morre, não sem antes passar por rituais de purificação da carne – simbolizada pelo sangramento que o Dr. Gouveia nela inflige – e a purificação da alma – no ritual simbólico da extrema-unção que, pelo tom do Abade Ferrão ao administrá-la, mais parece um ritual de exorcismo.

Após os sofrimentos e as perdas, Eça de Queirós retratava o depois. E o depois mostrava que além da morte, a vida continuava sem alterações, sem grandes mudanças, porque as pessoas permaneciam as mesmas.

No caso de O Crime do Padre Amaro, Eça evidencia o caráter negativo da sua imago materna. O romancista, parcialmente identificado com padre Amaro Vieira, que é ao mesmo tempo vítima e carrasco (Caim e Abel), denuncia o risco de asfixia do pároco perante uma genetriz simbolizada pela marquesa de Alegros, pela Igreja, pela cidade de Leiria, pelo beatério, que de conluio com os padres governava a cidade.

A descrição da casa da Joaneira reflete sua idade e personalidade. É velha, mal cuidada. Une o esforço do trabalho humano (construção da imagem social de beata) à exuberância da natureza (relacionamento íntimo e secreto com o cônego Dias).

Como inserir a Análise do destino nessas colocações?

Especialmente nesse romance, o autor tentou uma autoanálise em que a origem dos seus problemas é aos poucos descortinada e denunciada: a criança, recém–nascida é entregue à outra pessoa de fora dos laços parentais. Ele também, pequeninho, foi entregue a pessoa da família, com renúncia aos laços afetivos parentais; e mesmo ao poder paternal – que pode ser denominada cessão -. (Os heróis do romancista conhecem sempre uma ou mais mães substitutas; no caso do escritor, essas mães substitutas foram três: uma ama de Vila do Conde, a avó e uma tia materna). Mas nem por isso ele renuncia às mulheres, por quem devia sentir forte e recalcado ressentimento. Vê-se em sua ‘carreira sentimental’ (termo do próprio Eça), que até 1878 ele foi atraído e atraiu, de modo apaixonado, várias mulheres: a prima consanguínea Cristina (um sonho adolescente); duas jovens americanas, Anna Conover e Mollie Bidwell (que o ajudam a compor a mulher essencialmente feminina, afetuosa e elegante) e Beatriz Berrini (a bela anônima de Angers, de quem se sabe pouco, mas que o leva a desencadear um movimento sentimental, que vai modificar a sua revolta, desespero e solidão em emoções  mais positivas e solares, que transformarão a sua personalidade e a sua obra), dentre outras.

Teria sido Beatriz Berrini o gatilho que detonou as escolhas do escritor?

Mas antes de se envolver com mulheres, reage contra o que se pode chamar imago da mãe ‘má’, da mãe loba ou fera.

Em uma cena de intimidade com uma senhora que toca piano, com quem está sozinho, ‘acariciando um cão’, Eça substitui pela cena de matar, de derramar o sangue, de violar. A rainha Marie Antoinette, (a rainha decapitada), serve de objeto transacional.

É o que Szondi explica em sua teoria como a prática da possibilidade de escolha, que transforma Caim em Abel. Segundo o psicanalista, pessoas com gens familiares assassinos resolvem essas tendências, transformando-se em médicos cirurgiões, por exemplo.

Sob o ponto de vista da perspectiva das gerações, a Psicologia do Destino concebe o homem desde suas necessidades, os afetos que as acompanham, em sua forma genética e especifica, e nas transgressões que formam juntas o destino pulsional e afetivo.

Nessa época, Eça estava no período de maior pujança sexual, além de se encontrar em um exílio duro e desagradável, onde a depressão era aguda. Mas sempre separado se sua mãe. (Este era o ambiente do autor, ambiente que Szondi considera também um fator importante nas escolhas).

Eça situou sua mãe para além da piedade e do perdão. Havia-lhe causado feridas irreparáveis e a vingança contra ela, mesmo desencadeando os maiores castigos, anunciava-se. Quando essa ameaça se ia materializar, ele recuou, através de A Batalha do Caia. Evitou o risco de se tornar um incontrolável sádico, que queria apenas o castigo pelo riso e pelo humor. O imaginar de A Batalha do Caia foi a última luta travada entre impulsos sádicos e cruéis e emoções ternas e generosas.

A composição da árvore genealógica de direção genética (genotrópica), junto com a aplicação do teste szondiano a Eça, provavelmente, teria como resultado:

um depressivo (d): onde, a necessidade básica é de buscar e reter objetos. Há um buscar de objetos, que podem, em realidade, estar perdidos, ou que se teme poderem ser perdidos. Egodepreciação relacionada e sentimentos de culpabilidade estão presentes. Depressão e melancolia são as manifestações. Todavia, não teria uma personalidade enferma, pois o homem saudável se caracteriza por poder dispor flexivelmente das funções de seu eu, (o homem enfermo tem como característica o agir de uma maneira lenta, cronificada, o que o escritor nunca foi).

Analogamente, o padre Amaro também era uma pessoa sã, ainda que algumas de suas atitudes, sob as vistas da atualidade, deixassem a desejar. E também é depressivo. É um fraco psicologicamente. Aceita o sacerdócio passivamente. O ambiente da casa da marquesa, onde foi criado e o seminário moldaram o seu caráter. Em Leiria, espanta-se, no início, com o cinismo explícito dos seus colegas de batina, mas todas essas situações, somadas ao ambiente de servilismo beato da casa onde está hospedado, fazem com que ele se atole em ações desonrosas. Amaro foi criado entre as saias das criadas da marquesa de Alegros, o que explica o seu caráter mulherengo e libidinoso, que o torna revoltado e inconformado com a sua situação eclesiástica, imposta pela marquesa. Da criança tímida e do mau seminarista, sufocado pela disciplina rígida e pela repressão da sua sexualidade, surgiu o padre  desvirtuado e corrupto. Abel é cainizado. Amaro é um conformado, pois tudo passa. No final do romance, torna-se idêntico aos seus pares.

Amaro caiu sob o domínio do destino forçado, principalmente porque em seu vetor sexual estava forte a sua afinidade ao corpo como objeto de sedução e de prazer, desenvolvida durante aqueles anos de seminário, ambiente que favoreceu a isso.

Em O Crime do Padre Amaro o escritor deixou, de alguma forma, transparecer a imagem introjetada que tinha de si mesmo, negando-se a manutenção de sua paixão e isolando Amaro em anonimato no final do romance, assim como no fim de seus dias o autor afastou-se de seus amores, inclusive da própria mulher. Nessa obra também denuncia a alma feminina como castradora e símbolo de morte, pela sua natureza envolvente e destruidora. Essa era a experiência que tinha, a qual, considerando-se a Análise do Destino, deveria ser a reação esperada em seus escritos.

Pode-se ver em Amaro muito do próprio Eça: ambos viveram afastados dos pais, o primeiro com a morte deles aos seis anos de idade, o segundo desde sempre; são os dois de aspecto frágil e amarelado.  O vetor oposto entre ambos está em que o escritor foi mandado cedo para o colégio, enquanto o personagem ficou longe dele porque a marquesa que o criava temia as más companhias. Na vida de ambos aparece o nome Luiza como irmã mais velha.

Também um vetor oposto aparece na causa da morte de Eça e da maioria dos seus personagens: dele nunca foi possível um diagnóstico, teria morrido de tuberculose intestinal? Doença de Crohn? Amebíase? Os seus personagens, a maioria, morreram de apoplexia.

O corpo manifesta-se doente, porque, psiquicamente, a pessoa não conseguiu dar conta do impacto que algum acontecimento provocou. O escritor, tendo desenvolvido uma doença que se arrastou por longos anos, estaria assim expressando sua não aceitação ao fato de nunca ter vivido com seus pais, embora eles vivos fossem?

Na árvore do psicanalista há a presença de suicidas mesmo em gerações posteriores. Inclusive seu filho, Peter, professor universitário na Universidade Livre de Berlim, onde fundou o Instituto de Teoria Literária e de Literatura Comparada, em Göttingen e Heidelberg, suicidou-se em 1971.

Retomando a figura de Caim, recorde-se que ele representa o domínio da terra, a tendência homicida, a erupção dos afetos violentos, ainda não éticos: maldade maligna, possessão como apropriação, desejo de mutilação e de crime. Aqui estão as manifestações das pulsões agressivas, isto é, da pulsão de morte. A pulsão de morte, apenas, não dá conta do Caim, mas a coexistência conflitual entre Eros e Tânatos é que o faz; a coexistência conflitual com Abel é que o faz.

A descrição pormenorizada, até agressiva e malévola, da morte de Amélia, suprimida na terceira edição, punha à mostra, quase que de maneira violenta, o referido amálgama.

Muito da personalidade e do olhar irônico, por vezes mordaz, que Eça lançou sobre a sociedade portuguesa em seus romances realistas se deve ao fato de ter se formado, por assim dizer, sozinho, sem uma estrutura familiar tradicional, bebendo em várias fontes.

Ao terminar suas obras com o narrador revisitando os personagens masculinos que sobreviveram, Eça de Queirós transmite-nos a moral filosófica de que, após os grandes tumultos da desgraça, tudo se acomoda e tudo recomeça como num ciclo monótono e infindável. Então, as grandes paixões e emoções, que antes houvera inspirado intenções de ações impulsivas e não concretizadas, essas paixões parecem findas com o passar do tempo.

Amaro, por exemplo, é um homem renovado quando o cônego Dias o encontra. Este relembra as ideias desesperadas de Amaro que queria “retirar-se para a serra, ir para um convento, passar a vida em penitência…” e Amaro responde que tudo tinham sido os “primeiros momentos… Olhe que me custou! Mas tudo passa…”.

 

Padre Amaro era um padre: logo, Amaro continuou padre. O ser humano raramente é capaz de gestos drásticos, porque sua tendência natural é mais de acomodar-se à situação conhecida do que aventurar-se no desconhecido. Afinal, a vida também é feita de clichês.

Ao terminar suas obras de uma forma aparentemente comum, Eça de Queirós não estava sendo otimista, nem pessimista. Não estava usando ironia sarcástica, nem amarga, nem triste. Eça de Queirós apenas constatava uma realidade crua, que pode até parecer otimista para uns, pessimista para outros. Talvez até irônica, ou sarcástica. Ou triste. Depende de quem lê e de quem interpreta.

Leopold Szondi

FIM

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Marilene Cahon, brasileira, professora, escritora, poetisa, cidadã caxiense, autora dos quinze volumes que deram a Caxias do Sul o título de Capital Brasileira da Cultura em 2008. Membro da Academia Caxiense de Letras a qual presidiu no biênio 2012-2013, ocupando a cadeira de número 15.

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