BRINCAR À POLÍTICA NO CARNAVAL por Francisco Castelo Branco

O Carnaval é uma das mais belas tradições que enche de cor e alegria as cidades e vilas portuguesas. O nível de euforia e qualidade não atinge os desfiles no Brasil, mas a maneira nacional de celebração da data contagia todos, mesmo os que não gostam de se mascarar.

Os preparativos para os eventos do ano seguinte começam pouco depois do último cortejo, embora sem a mesma dose de exagero que se verifica após as festividades no país irmão. Isto é, vivendo intensamente uma paragem de 365 dias, que decorre entre cada Carnaval.

Carnaval em Torres Vedras

A sátira política costuma ser um dos principais elementos dos cortejos em terras lusas, devido à forma como os nossos representantes se colocam numa posição fácil para serem caricaturados. Em cada localidade, o primeiro-ministro ou o Presidente da República são homenageados de forma diferente, consoante a visão de cada responsável pelos carros alegóricos. Contudo, a criatividade é algo que une todos os comentadores invisíveis na única oportunidade que têm de dar uma opinião construtiva.

Aqueles que não gostam das querelas políticas diárias, encontram uma forma divertida de aprenderem com as figuras que passam rapidamente, mas também são motivo para uma fotografia que vai directamente para a primeira página das redes sociais. Não importa quem é ou o que faz, porque a magia da época permite brincar sem necessidade de conhecimentos de outra dimensão.

Por tudo isto, a autorização do feriado no dia de Carnaval tem de se manter porque é a única forma de se brincar com a política de uma forma séria.

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Francisco Castelo Branco – Licenciado em Direito,  optou pelo jornalismo, porque escrever é uma das minhas paixões, juntamente com os livros, cinema, política e desporto. Mantém há 10 anos o blogue OLHAR DIREITO.

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