CRUZEIRO SEIXAS E ANGOLA – Jonuel Gonçalves

A primeira grande exposição de desenhos do conhecido artista português Cruzeiro Seixas ocorreu em 1953 em Luanda, cidade onde viveu 14 anos. Foram 48 desenhos. Quatro anos depois fez outra, sempre na capital angolana e, um desses desenhos foi-me por ele oferecido em 1959 ou 60, transformando-se em símbolo do apoio que deu ao nosso grupo estudantil clandestino.  Continuar a ler “CRUZEIRO SEIXAS E ANGOLA – Jonuel Gonçalves”

CRUZEIRO SEIXAS E A GRANDE RAZÃO AUSENTE – por Floriano Martins

Eu nunca quis ser muito melhor do que outro qualquer; fiquei-me pelo vago desejo de ser um pouco melhor do que o Cruzeiro Seixas.

Cruzeiro Seixas
Continuar a ler “CRUZEIRO SEIXAS E A GRANDE RAZÃO AUSENTE – por Floriano Martins”

OCIDENTE – por Alberte Momán Noval

Ria, com o cotovelo sobre o balcão.

Falava para eles contando uma história de que foram também partícipes. Apanhava o ar que enchia os pul­mões sem aguardar a intervenção deles que deixavam os risos para o final, quando ela decidisse que a ane­dota chegara ao fim. Continuar a ler “OCIDENTE – por Alberte Momán Noval”

POEMAS DE CLAUDIO WILLER

 

@Artur Cruzeiro Seixas (1974)

DIÁRIO INACABADO

Às vezes nem fui eu o fotógrafo
daquele mundo que se abria em praias ao por do sol, oceanos à contraluz,
uma natureza de braços abertos
(eu vi todos os rostos do mar)
(o que me dizia o perfil de árvores diante da água?)
fotografia, obra do acaso – sempre – a verdadeira fotografia

quando o belo é terrível

e as fotos nos atraem

por sua tristeza Continuar a ler “POEMAS DE CLAUDIO WILLER”

REFLEXÕES SOBRE O LIVRO E A LEITURA- por Joaquim Maria Botelho

 

Autor que não publica sua obra, perde a própria definição, porque inexiste como autor. E, mesmo em tempos de recordes de títulos publicados, muitos autores não conseguem sequer ter seus originais analisados por editoras, ocupadas demais em perseguir best-sellers. Continuar a ler “REFLEXÕES SOBRE O LIVRO E A LEITURA- por Joaquim Maria Botelho”

3 POEMAS – por Kepa Murua

“A perda da inocência”, de Artur Cruzeiro Seixas

DE ESCRIBIR LA DISTANCIA (2012)

Un Hombre Por Encima

Me ha pasado un hombre por encima.
Tengo las huellas marcadas en la frente:
las huellas desconocidas.
No valen denuncias a la policía
ni seguros a todo riesgo. Continuar a ler “3 POEMAS – por Kepa Murua”

ARGUMENTUM E SILENTIO – por Luís Costa

18 poemas de Paul Celan
Versões de Luís Costa

@Artur Cruzeiro Seixas

Ouvi dizer

Ouvi dizer que na água havia
uma pedra e um círculo
e sobre a água uma palavra
que põe o círculo à volta da pedra.

Eu vi o meu choupo descer à água,
vi como o seu braço mergulhava na profundeza,
vi as suas raízes viradas para o céu, implorando pela noite. Continuar a ler “ARGUMENTUM E SILENTIO – por Luís Costa”

QUATRO POEMAS PELA AMÉRICA LATINA – por Rosa Sampaio Torres

I  QUANTAS VEZES SE MORRE

Para Moacir Armando Xavier

“Ninguém na vida teve tantos pecados que mereça morrer duas vezes.” Frase de Maria de Magdala quando Jesus pretende  ressuscitar Lázaro.

(“O Evangelho segundo Jesus Cristo” – José Saramago)            

Quantas vezes
se morre
nesta vida,
com pecado
ou sem pecado? Continuar a ler “QUATRO POEMAS PELA AMÉRICA LATINA – por Rosa Sampaio Torres”