Eu nunca quis ser muito melhor do que outro qualquer; fiquei-me pelo vago desejo de ser um pouco melhor do que o Cruzeiro Seixas.
Cruzeiro Seixas
Continuar a ler “CRUZEIRO SEIXAS E A GRANDE RAZÃO AUSENTE – por Floriano Martins”
Eu nunca quis ser muito melhor do que outro qualquer; fiquei-me pelo vago desejo de ser um pouco melhor do que o Cruzeiro Seixas.
Cruzeiro Seixas
Continuar a ler “CRUZEIRO SEIXAS E A GRANDE RAZÃO AUSENTE – por Floriano Martins”

Ria, com o cotovelo sobre o balcão.
Falava para eles contando uma história de que foram também partícipes. Apanhava o ar que enchia os pulmões sem aguardar a intervenção deles que deixavam os risos para o final, quando ela decidisse que a anedota chegara ao fim. Continuar a ler “OCIDENTE – por Alberte Momán Noval”

DIÁRIO INACABADO
Às vezes nem fui eu o fotógrafo
daquele mundo que se abria em praias ao por do sol, oceanos à contraluz,
uma natureza de braços abertos
(eu vi todos os rostos do mar)
(o que me dizia o perfil de árvores diante da água?)
fotografia, obra do acaso – sempre – a verdadeira fotografia
quando o belo é terrível
e as fotos nos atraem
por sua tristeza Continuar a ler “POEMAS DE CLAUDIO WILLER”

Autor que não publica sua obra, perde a própria definição, porque inexiste como autor. E, mesmo em tempos de recordes de títulos publicados, muitos autores não conseguem sequer ter seus originais analisados por editoras, ocupadas demais em perseguir best-sellers. Continuar a ler “REFLEXÕES SOBRE O LIVRO E A LEITURA- por Joaquim Maria Botelho”

DE ESCRIBIR LA DISTANCIA (2012)
Un Hombre Por Encima
Me ha pasado un hombre por encima.
Tengo las huellas marcadas en la frente:
las huellas desconocidas.
No valen denuncias a la policía
ni seguros a todo riesgo. Continuar a ler “3 POEMAS – por Kepa Murua”

O HÁLITO DO VENDAVAL
Há folhas espalhadas por todo o jardim, e venta
como se não houvera vento antes desta manhã.
Leva para o mar todas as memórias da luxúria.
E eu me abro para mais um dia, outro dia, novo dia.
Para quem perdi meus dedos nesta noite.
Acordei com estrelas e bambus.
Odores sensuais cozeram meu corpo à cama
e as lembranças de sedas, rendas, cadeiras tombadas
e ilógicas derramaram um esquecimento lilás. Continuar a ler “SETE POEMAS DE LEILA FERRAZ”

Ouvi dizer
Ouvi dizer que na água havia
uma pedra e um círculo
e sobre a água uma palavra
que põe o círculo à volta da pedra.
Eu vi o meu choupo descer à água,
vi como o seu braço mergulhava na profundeza,
vi as suas raízes viradas para o céu, implorando pela noite. Continuar a ler “ARGUMENTUM E SILENTIO – por Luís Costa”
I QUANTAS VEZES SE MORRE
Para Moacir Armando Xavier
“Ninguém na vida teve tantos pecados que mereça morrer duas vezes.” Frase de Maria de Magdala quando Jesus pretende ressuscitar Lázaro.
(“O Evangelho segundo Jesus Cristo” – José Saramago)
Quantas vezes
se morre
nesta vida,
com pecado
ou sem pecado? Continuar a ler “QUATRO POEMAS PELA AMÉRICA LATINA – por Rosa Sampaio Torres”