… E NEM SEQUER ME VISTE – por Joaquim Maria Botelho

Imagem de Florian Gerbaud

(inspirado em um poema de Olavo Bilac)

Viu-a só uma vez. De relance. Loura, luminosa, clara. Cabelos cacheados emoldurando o rosto de menina, um olhar perdido, que num primeiro momento parecia estar focado sobre ele. Mas foram segundos. Passou pela frente da casa, retardando um tanto a caminhada – quem sabe ela voltava para mais um ligeiro estar abandonada sobre os cotovelos, na janela da casa bonita, bangalô florido, da Rua dos Ingleses. Não veio. E ele não teve mais como se demorar pela vizinhança. Podia ser tido como um malfeitor que espreita as casas para de noite roubar. Preferiu ir embora. Continuar a ler “… E NEM SEQUER ME VISTE – por Joaquim Maria Botelho”