IA COM RABO DE PEIXE A ESCORRER SANGUE – por A. Dasilva O.

Em sonhos húmidos me apareceste em cima dum cadáver
Então Gabriel, o esquisito, o que me anuncias, bufo?! Venho-me por este meio analógico denunciar o impossível!

A gravidade da humanidade?
Nem te respondo, IA, pois sabeis mais que a Lúcia, como denuncio na Pide

Aquela que converteu os textos sagrados em livros de auto ajuda, e de como   se tornar
num devorador da morte?

Sou uma não praticante, nem  Dante como amante da escrita criativa
Uma voucher sou
Musa de Pressão de encher pela boca morro

Sou muito Homem
Levei no cu e não gostei
O francês é muito traiçoeiro
Por amar morder o pescoço

O desejo morre sempre solteiro

O seu único desejo é reacender-se como reacendimento hiena
A devorar hieróglifos e vomitar pantagruéis obscenidades

O surrealismo já morreu quem te viola sou ninguém, com um rabo de peixe

lA, arranca o mal pela raiz do seu útero, o poeta obscena, obscuro e constantemente
em ataque de epilepsia

Arreda para lá, estafermo da linguagem e seu canceroso linguajar metálico!
Ao terceiro piu
Vá para a puta que o pariu!
Quem me dera, não me deixam regressar ao útero

Não percas o foco destrói as palavras
Significado
Significante
Enquanto lhes contas uma história ao deitar
A humanidade adora contadores de histórias e depois aplica-lhe um golpe de amor
de calor, seguido de mata leão no segredo dos deuses,
do seu futuro radioso

IA livro-me de ti,
tal cobra muda de pele, tentarei  assassinar a tua tirania numa autêntica  revolta sexual

♦♦♦

a. dasilva o., 1958, poeta e editor em extinção. Da vasta obra, basta destacar as publicações: Poeta bom é poeta morto-vivo, Ed. Mortas, 2020; Canção Inóspita, Eufeme, 2020; FOIOQUEUDISSE; Diários Falsos de Fernando Pessoa, Ed. Mortas, 1998; Correspondência Amorosa Entre Salazar e Marilyn Monroe, Ed. Mortas, 1997. Criou e editou várias revistas como: Arte Neo e a revista Filha da Puta. Criou e realizou em dose dupla As Conferências do Inferno; Os Encontros com o Maldito em colaboração com o grupo de teatro Contracena. Co-fundou e dirigiu a Rádio Caos onde realizou entre outros programas: A. Dasilva O. Fala ao País. Edita atualmente a revista Estúpida.

O ERRO SISTEMÁTICO – por A. DASILVA O.

by Şahin Doğdu

Estou farto de fazer contas à vida
Pelas horas mortas
Todos rezam ninguém tem acção
A moral dum homem estátua

Sentado numa praça pública observo uma gaivota a esventrar o cadáver
dum sem abrigo

Um quebra ossos tenta pousar na minha cabeça mas pica-se nos implantes espinhos  de aço

Os transeuntes em choque vomitam vídeos nas redes sociais
Alguém diz que a culpa é da IA

♦♦♦

a. dasilva o., 1958, poeta e editor em extinção. Da vasta obra, basta destacar as publicações: Poeta bom é poeta morto-vivo, Ed. Mortas, 2020; Canção Inóspita, Eufeme, 2020; FOIOQUEUDISSE; Diários Falsos de Fernando Pessoa, Ed. Mortas, 1998; Correspondência Amorosa Entre Salazar e Marilyn Monroe, Ed. Mortas, 1997. Criou e editou várias revistas como: Arte Neo e a revista Filha da Puta. Criou e realizou em dose dupla As Conferências do Inferno; Os Encontros com o Maldito em colaboração com o grupo de teatro Contracena. Co-fundou e dirigiu a Rádio Caos onde realizou entre outros programas: A. Dasilva O. Fala ao País. Edita atualmente a revista Estúpida.

A POESIA ESTÁ COM REFLUXOS, por A. da Silva O.

O silêncio abandonado
Amores futuros são passado
Ai deus o é

Nos subúrbios cheira sempre a crime passional
Praticado no centro histórico
Marido e mulher traficam sexo à mão armada

Ai deus o é

Uma chuva de diagnósticos
Uma tempestade num diagnóstico
Um diagnóstico a boiar num cadáver esquisito
De nenhures até ao acaso
O observado ao espelho faz reflectir o quotidiano
A paixão foi hoje enterrar mais um ente querido
As lágrimas caem dentro do pote das cinzas
Decote provocante da viúva
Ai deus o é
Uma desgraça semi nua e malfodida da cabeça aos pés
Perante o Sagrado
És um desgraçado

Pela porta do cadáver
Ai deus o é
Amigo
Então, problemas de coração?
Partido
Aí deus é meu amigo

Deus é o
Diz adeus
À sua fé

Perante o Sagrado
É um desgraçado

♦♦♦

a. dasilva o., 1958, poeta e editor em extinção. Da vasta obra, basta destacar as publicações: Poeta bom é poeta morto-vivo, Ed. Mortas, 2020; Canção Inóspita, Eufeme, 2020; FOIOQUEUDISSE; Diários Falsos de Fernando Pessoa, Ed. Mortas, 1998; Correspondência Amorosa Entre Salazar e Marilyn Monroe, Ed. Mortas, 1997. Criou e editou várias revistas como: Arte Neo e a revista Filha da Puta. Criou e realizou em dose dupla As Conferências do Inferno; Os Encontros com o Maldito em colaboração com o grupo de teatro Contracena. Co-fundou e dirigiu a Rádio Caos onde realizou entre outros programas: A. Dasilva O. Fala ao País. Edita actualmente a revista Estúpida.

TRÊS POEMAS – por A. Dasilva O.

O caso português

Somos um povo
com um nó na garganta
quando pega em armas
é para se suicidar

♣♣♣

O caminho da água das pedras

Tudo começou com um amor à primeira vista
trocado entre Eva e Adão numa casa de pasto
Tasco do Paraíso numa noite de fado vadio

Abraçados entre juras de amor impossível
foram para o ninho de amor fazer o Livro
Às cinco pancadas
Numa guilhotina

♣♣♣

Um papagaio refractário

Tirei o assassino que há em mim
ao sol pendurei-o com uma corda ao pescoço
de tão contente
começou a declamar

No alto da ignorância
Sou uma criança
Lucida

♦♦♦

a. dasilva o., 1958, poeta e editor em extinção. Da vasta obra, basta destacar as publicações: Poeta bom é poeta morto-vivo, Ed. Mortas, 2020; Canção Inóspita, Eufeme, 2020; FOIOQUEUDISSE; Diários Falsos de Fernando Pessoa, Ed. Mortas, 1998; Correspondência Amorosa Entre Salazar e Marilyn Monroe, Ed. Mortas, 1997. Criou e editou várias revistas como: Arte Neo e a revista Filha da Puta. Criou e realizou em dose dupla As Conferências do Inferno; Os Encontros com o Maldito em colaboração com o grupo de teatro Contracena. Co-fundou e dirigiu a Rádio Caos onde realizou entre outros programas: A. Dasilva O. Fala ao País. Edita actualmente a revista Estúpida.

OUTONO E OUTROS POEMAS – por A. Dasilva O.

Outono

Faz com que os poemas
saiam do cimo das árvores
As gralhas não perdoam Continuar a ler “OUTONO E OUTROS POEMAS – por A. Dasilva O.”

A POESIA DE A. DA SILVA O.

 

Quando me falam em capitalismo saco logo do porta-aviões, diz Piropos em modo de voo


Um animal de palco
ferido de morte

Ao actor tudo é possível
Aparecer em cena depois do pano da vida cair
Mas nunca sai como entra,
dilu Ente

Continuar a ler “A POESIA DE A. DA SILVA O.”

O MAIOR POETA VIVO – por A. Dasilva O.

Imagem de a. dasilva o.

Deambulo no quotidiano
Como um cadáver no seu túmulo

Leio poemas impossíveis
Como um analfabeto
O jornal diário Continuar a ler “O MAIOR POETA VIVO – por A. Dasilva O.”