EDITORIAL ZERO – por Júlia Moura Lopes

Diz o mito, que Zeus convenceu Métis a participar de uma brincadeira, onde Métis acabou por se transformar em mosca, que Zeus engoliu, acabando esta por se alojar na sua cabeça. Assim nasceu Athena, do cérebro de seu pai, poderosa, já adulta, guerreira munida de armadura, elmo e escudo – pronta para o combate. Foi o fim do medo, o início da coragem. O caminho.

A REVISTA ATHENA, ao contrário da deusa de quem tomou o nome, não nasce de um amedrontado pai, mas a sua aparição não é menos inusitada. Não surge adulta e o mais provável é que nunca atinja a perfeição de uma obra acabada. Também não nasceu do medo, não tropeçou numa brincadeira, não é um repente.

Então qual o leitmotiv deste órgão de comunicação? Entre tantas Revistas já existentes, desde Portugal ao Brasil, de súbito, aparece ATHENA, com que propósito? Porquê esta aparição? Será uma visão? Vai preencher alguma lacuna? É necessária?

ATHENA é um órgão de comunicação independente de todos os poderes, desde o político ao religioso, garantindo assim, a liberdade de expressão do pensamento dos seus autores.

ATHENA não surge para tirar o espaço de outras revistas, não vai preencher lacunas de projectos já gastos e também não nos compete esclarecer o Caro Leitor sobre o sentido desta iniciativa, porque a Arte é mistério.

ATHENA quer ser nave, pronta a descobrir textos e autores inéditos, novas reflexões, quer na investigação científica, quer derivados da criação literária. Não procuramos respostas, mas perseguimos a dúvida, que nos conduza a novas questões e nos faça duvidar das nossas convicções.

Assim, seleccionámos para si um destino com belos dias de leitura. Sejam bem-vindos.

Post Scriptum – Entretanto, neste Maio por florir, Baptista Bastos partiu. Um escritor como ele, não deveria estar sujeito a partir.

Júlia Moura Lopes

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