LITERATURA, A FORÇA HUMANA – por Celso Gomes

 

No fim do século passado, houve lançamento de vários livros contendo listas das cem melhores obras de arte do século que terminava.

Na noite de Natal do último ano do século XX, ganhei de um amigo o livro Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século, organizado por Ítalo Moriconi, ed. Objetiva. Imediatamente após recebê-lo, fui para um canto da casa e comecei a leitura. Dei cabo da tarefa em poucos dias. O livro é ótimo, os contos escolhidos convivem bem, apesar das discrepâncias de estilos, épocas, gerações. Com certeza, o livro contém o que de melhor se publicou no Brasil no Século XX, bem como deixou de fora alguns contos que gosto muito, por exemplo, o conto Venha ver o pôr do sol, da Ligia Fagundes Telles. Mas listas são assim mesmo, sempre há reclamações e injustiças. No entanto, de todos os contos reunidos, apenas um não sai da minha memória, apesar dos anos passados: A Força Humana, do livro A Coleira do Cão, de Rubem Fonseca. Continuar a ler “LITERATURA, A FORÇA HUMANA – por Celso Gomes”

A VIAGEM DO ELEFANTE – por Celso Gomes

A VIAGEM DO ELEFANTE         

Em maio deste ano, publicamos na Athena o artigo Quem Porfia Mata a Caça, no qual procurávamos analisar o romance O Homem Duplicado de José Saramago. O tempo passou, outras leituras vieram e me esqueci por completo do escritor português até que li uma notícia antiga sobre sua doença em um jornal do Rio de Janeiro, meses antes, de Saramago ressurgir nos cadernos literários brasileiros com entrevistas e um novo livro publicado: A Viagem do Elefante. Continuar a ler “A VIAGEM DO ELEFANTE – por Celso Gomes”

QUEM PORFIA MATA A CAÇA – por Celso Gomes

Entendeu o título? Pois é, essa é a primeira dificuldade entre tantas desse artigo, que visa analisar o romance O Homem Duplicado de José Saramago – único autor em língua portuguesa agraciado com o Nobel de Literatura – no qual é retratada a crise existencial de um professor de história que assistindo ao filme – cujo título é o mesmo desse artigo – subitamente, se reconhece no rosto de um ator coadjuvante, lançando-se à sua procura. Continuar a ler “QUEM PORFIA MATA A CAÇA – por Celso Gomes”

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