
CIÊNCIA
da história
………………os círculos
tocaram de perto
………………..o que sou,
………………..em um apogeu
de profecia —
………………..alcançou-me
o futuro
……………..onde previsto
……………..eu era estar
ermo, na praia,
……………….frente
à bruma,
………………por sobre
………………o mar
— ainda o vi,
……………….onda breve
que se anunciara,
mas só
……………….nos olhámos
……………….de relance
as mãos
……………… abertas,
de par em par
— sabia
……………….o que o esperava,
……………….ciente
habitual
………………do que viria —
que eu partia,
………………por passos
………………de areia
longe, de novo,
………………a divagar,
por passos
de areia,
………………que a maré
………………há de apagar
— e os
……………..distraídos,
as mãos
……………..pendendo
……………..dos braços
absortos
…………….por saber
se o Sol,
…………….indução perfeita,
continuará
…………….a erguer-se
…………….de manhã
com se
…………….por hábito
adquirido
— que eu,
……………por minha sorte,
……………sigo, lateral
ao destino,
……………em dunas
varridas
de vento,
…………..alto, por sobre
…………..o tempo
vendo
…………..e revendo
o que é
…………..e de igual não é —
numa simultaneidade
…………..estranha,
convoluta,
de que falara
………….o filósofo
………….enlouquecido
e o que
………….soube
desaprendi,
………….pelo ser
………….impredicado
liberto
…………..de contingências,
e livre,
…………..finalmente,
…………..de certezas Continuar a ler “METEOROLOGIA – por Henrique Miguel Carvalho”







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