DOIS TEXTOS DE Bernardino Guimarães

Cidade

Primeiro a neblina. A ponte nem se vê, a gente desaparece. Escadas de pedra, memórias de alguém, vida que se move sem ao menos um eixo. Somem-se antes do mar. Vasos, esquinas, desvãos, desvarios, coisas surdas. Farto de paisagens, tudo belo ao longe, como sem rugas, o fio do horizonte prendendo o tornozelo. Continuar a ler “DOIS TEXTOS DE Bernardino Guimarães”