A POBREZA E AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS – por Ricardo Amorim Pereira

Pobres e ricos sofrem de igual modo o impacto das mudanças climáticas?

Enquanto escrevo este texto, chefes de estado e de governo de todo o mundo reúnem-se, no Egito, em mais uma conferência mundial sobre alterações climáticas. Uma das propostas em análise centra-se na criação de um fundo internacional que vise ajudar os países mais pobres a lidar com as perdas causadas pelos eventos meteorológicos e climáticos extremos. Esta questão é crucial. Continuar a ler “A POBREZA E AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS – por Ricardo Amorim Pereira”

POEMAS DE NATAL – por Ana Margarida Borges

ANJO DE NATAL

O meu anjo de natal dorme à minha porta
sem pressa, sem horas marcadas, sem medos.
A noite vela os seus frios segredos
encolhidos nas asas marcadas de açoites.

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SINEMA, SEU DESTINO É PECAR – por Danyel Guerra

Serge Daney

“É preciso uma revolução estetyka e cultural no
Cinema. É necessário que o próprio conceito de
autor cinematográfico seja revolucionado”    
                                  Glauber Rocha   

 

‘La Mort de Glauber Rocha’. Assim titulava Serge Daney, o célebre epicédio dado a estampa na edição de 24 de agosto de 1981, do diário francês ‘Libération’. Nesse tributo, o sinecrítico confessava que nele “ainda não se tinha dissipado a estupefação” provocada, em 1979, pelo visionamento da obra testamento do sinemanovista brasileiro. “‘A Idade da Terra’ não se parece a nada de conhecido. É um filme torrencial e alucinado. Um OVNI fílmico, sem mais nem menos”. Continuar a ler “SINEMA, SEU DESTINO É PECAR – por Danyel Guerra”

POEMINHOS (41-50) – por Jaime Vaz Brasil

41.

Ninguém redime
o podre
      no sublime.

O poema, porém
pode ser contraste:
um choque de contrários.

Por exemplo:
a palavra sujeira
      perto do santo sudário… Continuar a ler “POEMINHOS (41-50) – por Jaime Vaz Brasil”

UM ROMANCE NAS NÓDOAS DA MISÉRIA (4) – por Lúcio Valium –

INVERNIAS

Enquanto corre o teu banho quente
as gaivotas fazem círculos demorados no azul
e ouve-se um saxofone desvairado.
Há pouco falavas da neve e de hospitais
desta luz invernal e de arroz.
Dei-te a manta
e compus as roupas da jangada.
Agora falas do cenário que avistamos da janela.
Um frágil amarelo a escorrer entre a
lã imensa de chumbo fumegante
que se eleva para lá dos telhados
por cima do mar.
Já quase noite
vestes o corpo de calças.
Na cozinha falas de aviões
e polémicas publicitárias.
E da tua cidade nas palavras da pobre jornalista
que serve a encenação enquanto
cortas o alho para a panela.
Depois vens ao corredor escuro
contar uma cena de estrangeiros no restaurante
por causa das línguas e dos lucros.
Os gestos e as atitudes.
E já tens os crepes de legumes prontos.
É hora de sair e dizes
que há pessoas que viajam ao passado
e continuas a falar sozinha na cozinha.
Perguntas se há hora marcada.
Ainda temos de ir comprar um salpicão
e vinho
Mas antes tens que secar o cabelo. Continuar a ler “UM ROMANCE NAS NÓDOAS DA MISÉRIA (4) – por Lúcio Valium –”

CONTO DE NATAL – por Manuel Igreja

 

O MENINO DO RIO

Nem ele mesmo conseguia explicar, mas desde que sabia de si, o menino sentia uma enorme atração pelo rio. Encantava-se com o fluir da água, ora calma e muito quieta como se fosse a pele do rio, ora revolta, como se com a sua fúria o rio quisesse mostrar descontentamento e tomar os lugares que são seus. Continuar a ler “CONTO DE NATAL – por Manuel Igreja”

AS NÚVENS ABRIRAM OS LÁBIOS – de Maria Fraterna

 

Depois de dilacerados os dias de calor, voltava a chuva à vida das pessoas que aos primeiros pingos do céu resmungavam, contra as pérolas frescas que escorregaram por algumas frinchas da alma.

No Parque Nacional da Peneda-Gerês caminhava um grupo num passeio pedestre para observação da natureza ambiental, quando dentro do trilho começou o forte temporal.

O coração da floresta transformava-se num esguicho de águas esparsas e desalinhadas, sem encontrar saída ou buraco.

Com esta chuva o grupo olhava a montanha velha da serra, e as escarpas envolventes: tudo se admirava ao longo do trilho.

Se a esperança não fosse evocada nas poucas possibilidades, deste Gerês cheio de contraste, à mistura da chuva, eles acabariam todos submersos no rio. Continuar a ler “AS NÚVENS ABRIRAM OS LÁBIOS – de Maria Fraterna”

RESENÃ DE “AMORES Y DESAMORES” DE CLAUDIA VILA MOLINA – por Rodrigo Verdugo Pizarro

Adentrarse en la obra poética de Claudia Vila Molina -la que permanece  mayormente inédita- con la excepción de su primera obra “Los ojos invisibles del viento”, más textos suyos que han sido publicados en diversas revistas nacionales y extranjeras, revistas que están mayormente adscritas a lo que es el movimiento surrealista actual por ej. Revista Athena de Portugal, Revista Materika de Costa Rica, etc, implica detallar al menos una de las filiaciones de esta escritura, para no referirnos al concepto de influencias, que según lo conversado con Claudia me parece más exacto. Continuar a ler “RESENÃ DE “AMORES Y DESAMORES” DE CLAUDIA VILA MOLINA – por Rodrigo Verdugo Pizarro”

RESSIGNIFICAR A POBREZA – por Teresa Escoval

Falar sobre a pobreza e combatê-la leva-nos primeiramente a entender o que ela é efectivamente. Continuar a ler “RESSIGNIFICAR A POBREZA – por Teresa Escoval”

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