3 PROSOPOEMAS de Bernardino Guimarães

INTERIORES

Encerrado sem céu na métrica do tecto. Sinto-me na cadeira. Quem inventou as paredes achou o mundo demasiado grande. Há solenidade no gesto de fechar uma janela, traindo as luzes, traduzindo a poeira. Na sala humedece-se a tarde, nada mexe, e a música no aparelho é surda. Continuar a ler “3 PROSOPOEMAS de Bernardino Guimarães”

DOIS TEXTOS DE Bernardino Guimarães

Cidade

Primeiro a neblina. A ponte nem se vê, a gente desaparece. Escadas de pedra, memórias de alguém, vida que se move sem ao menos um eixo. Somem-se antes do mar. Vasos, esquinas, desvãos, desvarios, coisas surdas. Farto de paisagens, tudo belo ao longe, como sem rugas, o fio do horizonte prendendo o tornozelo. Continuar a ler “DOIS TEXTOS DE Bernardino Guimarães”