AFONSO LOPES VIEIRA: o Tradutor de Kropotkine – por Cecília Barreira

O Poeta de País Lilás, Desterro Azul continua por reanalisar, apesar do brilhante ensaio que Aquilino lhe dedica in Camões. Camilo, Eça e Alguns Mais e dos lúcidos esclarecimentos de David Mourão Ferreira in Lâmpadas no Escuro – de Herculano a Torga.'(1) Deparamo-nos, desde logo, com um singular percurso político-ideológico que, tendo-se iniciado no lirismo intuitivamente inspirado em Nobre (lembremo-nos de Para Quê?), rondaria o anarquismo tolstoiano, sentiria a sedução dos escritos de Kropotkine, esgueirando-se, anos mais tarde, pelas complexas teias do lusismo integralista, vindo a assumir um anti-salazarismo. Continuar a ler “AFONSO LOPES VIEIRA: o Tradutor de Kropotkine – por Cecília Barreira”

MIGUEL DE UNAMUNO: ALGUMAS IDEIAS por Cecília Barreira

“Oliveira Martins era un pesimista, es decir, era un português. EI português es constitucionalmente pesimista; él mismo nos lo repite. No es acaso la flor amarga de este espírito la poesia desesperada y dura de Antero de Quental? Encontró acaso alguna vez lá desesperación acentos más trágicos, más hondamente poéticos en su rígida armazon meta física, menos artísticos? “

Miguel de Unamuno, Por Tierras de Portugal y Espana, 1930, pp. 49-50.

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ANTERO DE QUENTAL EM VILA DO CONDE – por Cecília Barreira

Casa de Antero de Quental, em Vila do Conde, actual Centro de Estudos Anterianos. Foto obtida do site da CMVC.

«Uma classe nunca pode ser um apóstolo: é simplesmente um elemento, uma força, cujo acto é determinado pela energia inicial. O que dará a democracia? Quem poderá di-lo. É o escópulo onde até hoje têm naufragado todas as sociedades.»

         Carta a Fernando Leal, 8 de Fevereiro de 1888.

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