Um “encore” de Luís Guerra e Paz

– – –   Luís Guerra e Paz – Chegou a este mundo em 1970. Diletante incorrigível, apaixonou-se por alguns hobbies e enfastiou-se de outros tantos. Contudo, embora de forma autodidacta e pouco disciplinada, manteve sempre uma relação com a fotografia. Não sabe se é pelo prazer de capturar um ambiente, um olhar ou um …

PRENSAMENTOS & DESAFORISMOS – por Danyel Guerra

PRENSAMENTOS  & DESAFORISMOS COM TEXTOSTERONA DO AMOR  Como a vida, o amor é eterno enquanto dura. Mas em boa verdade, ele só será mesmo eterno enquanto for terno.  o-o-o-o-o “O amor é cura, mas também é loucura”  Sigmund Freud Sendo verdadeira esta contradição, ela explicará porque de médico e de louco, o amor também tem …

A LIBERDADE E A RAIVA DO PERRO ARAGONÉS – por Danyel Guerra

     Tenha cuidado. Sinto que há em si tendências surrealistas. Afaste-se dessa gente.   Jean Epstein “Posso dizer tudo o que penso?….é a escrita automática!…” (1). Em sua edição de junho de 1954, a revista  Cahiers du Cinéma  inseria uma entrevista com Luís Buñuel. Na época, este cineasta era celebrado na Europa apenas como autor …

AGORA, MORTA É INÊS – por Danyel Guerra

      “Toldam-se os ares,/Murcham-se as flores;/   Morrei, Amores,/Que Inês morreu”  Manuel Maria du Bocage Na plataforma rochosa de uma praia, algures no Universo, um fotógrafo clicka  closes da agreste,  severa paisagem. De súbito, a objetiva da câmera se vê velada por uma mão lutuosa, sinistra, nem tanto por ser a esquerda. Atrevida e inoportuna, …

LA RAGAZZA DAS CASTANHAS ASSADAS – por Danyel Guerra

“Cá fora é o vento e são as ruas varridas de pânico, é o jornal sujo embrulhando fatos, homens e comida guardada” Carlos Drummond de Andrade ♥A vez primeira que provei castanhas assadas aconteceu na convicta cidade do Porto, numa tarde outonal, céu forrado de tons plúmbleos, um sábado pejado de humor ranzinza, carrancudo, receando …

POEMAS DE LEANDRO ANGONESE

©Luís Guerra e Paz Amanhece Timidamente o sol mostra sua face O primeiro de muitos cigarros é acesso Há muito deixei de orar Deus a esta hora ainda deve estar dormindo

EDIÇÃO Nº 3 – DE FEVEREIRO 2018

CAPA:  “O Friso de Beethoven”, de Gustav Klimt DIRECÇÃO: Júlia Moura Lopes CONSELHO EDITORIAL: Ângela Pieruccini, Danyel Guerra, David Paiva Fernandes, Júlia Moura Lopes e Marilene Cahon. COLABORADORES DE FEVEREIRO DE 2018: Angela Pieruccini, Beatriz Bajo, Cecília Barreira, cCésar Santos Silva, Cláudia Isabel Vila Molina, Claudio B. Carlos, Danyel Guerra, Diogo Pacheco de Amorim, Enrique …

EDITORIAL – No Tempo do Faz de Conta – por Júlia Moura Lopes

“Dans le monde réellement renversé, le vrai est un moment du faux” Guy Debord. Estamos no Carnaval e o leitor de Athena perguntará onde fica e onde cabe a cultura, durante esta época? Pois direi que é no reino e no tempo do faz de conta, que se cruzam todas as alegorias. Desde a sátira …

ODE FASHION – por Paulo Soares

Há novos desvarios no desalinhado armário da alma do poeta! Na peregrinação inócua de um centro comercial impróprio para consumo, calçou nos pés da mente um par de botas. Sapatos de essência negra, que em passos largos o levarão em sonhos aos caminhos da velhice. Sim, em sonhos e apenas neles! Na realidade, os bolsos …

A LUZ EM NÓS – por Rita Vargas

O relacionamento interpessoal é, talvez, das coisas mais importantes que temos de desenvolver ao longo de toda uma vida. O que muitas vezes não nos apercebemos é que, quando interagimos com alguém, temos uma escolha a fazer: afectar positivamente ou infectar negativamente o seu estado emocional. Na maioria das pessoas, há uma intenção consciente de …

Índice de Autores

Alberte Momán Noval Alberto Cecereu Alda Costa Fontes Aldina Santos Alice Rahon A. Dasilva O. Amélia Azevedo Ana Almeida Santos Ana Matos Ana Oliveira Ana Tomás André Breton Anna Merij António Adriano de Medeiros (AAM), António Pedro Ribeiro Arnost Budik Artur Santos Beatriz Bajo Bernardino Guimarães Carlos Barbarito Carlos Clara Gomes Castro Guedes (Jorge) Caroline …

REVISITAR MACHADO, EÇA E KAFKA – Hilton Fortuna Daniel

REVISITAR OS SÉCULOS XIX E XX PELAS NARRATIVAS DE MACHADO, EÇA E KAFKA Introdução Este estudo inscreve-se num quadro de análise teórico-pragmática, assumindo aqui uma visão de literatura comparada, a qual tem por objetivo revisitar o imaginário da criação artística ocidental dos séculos XIX/XX, compreender a sua influência, contribuição e transversalidade para aquilo que se …

LEÃO NO OUTONO – por Paulo Ferreira da Cunha

  I  Cependant, il ne saurait s’agir d’un récit  à clés, car nul ne possède la clé des songes.  P. Debassac, Le lion et la demoiselle, Avertissement. Sou um leão da cova dos leões de Daniel, desenterrado e fixadao em pedra andaluza. Os meus onze outros irmãos ladeiam-me, suportando nós todos esta salva de água …

HARATINES – por Jonuel Gonçalves

                                              3º Episodio – Idrissa Mesmo acostumado ao  deserto desde o teu nascimento tu sabes que ele pode ser  solidão como mais nenhuma outra paisagem, digam o que disserem sobre as grandes solidões das grandes metrópoles nas quais  pode-se ficar louco mas  aqui é pior, é corda bamba constante e queda ao mínimo descuido, ou …

ESENCIA Y EXCEDENCIA DE LA POESÍA CONTEMPORÁNEA – por Ulises Varsóvia

Este corto ensayo se propone dilucidar los factores que han conllevado  al desarrollo y/o transformación de la poesía del pasado siglo y de éste. Está referido a la poesía en general, pero especialmente a la hispanoamericana, y muy en especial a la de Chile, país del cual procedo y en el cual se ponen de …

SONIA DELAUNAY: CÍRCULOS ENIGMÁTICOS por José António Barreiros

No panorama da pintura europeia, o casal Delaunay é um nome de referência. A sua biografia tem a ver com Portugal. Aqui viveram momentos fundamentais da sua vida artística. Foi no nosso país e por via da luminosidade invulgar do mesmo, que o cromatismo típico da sua linguagem pictórica ganhou individualidade e intensidade. Mas foi …

AS “APARIÇÕES” DE FÁTIMA, 1917 – por Joaquim Fernandes

ENTRE O REAL E O IMAGINÁRIO Breve esquisso histórico das “mariofanias”    A “Senhora vestida de branco” tem uma milenar cronologia e, antes de Fátima e de 1917, estão registados alguns milhares de alegadas “aparições” marianas. A tradição ocidental reivindica uma primeira manifestação da Virgem Maria de Nazaré, ainda em vida desta, no dia 12 …