AGORA, MORTA É INÊS – por Danyel Guerra
“Toldam-se os ares,/Murcham-se as flores;/ Morrei, Amores,/Que Inês morreu” Manuel Maria du Bocage Na plataforma rochosa de uma praia, algures no Universo, um fotógrafo clicka closes da agreste, severa paisagem. De súbito, a objetiva da câmera se vê velada por uma mão lutuosa, sinistra, nem tanto por ser a esquerda. Atrevida e inoportuna, …
TRIPÚDIO – por Luís Costa
Die Geburt des Dichters Nunca pensei, sonhei ou desejei ser poeta durante toda a minha juventude em vez dos livros ou da poesia sempre preferi brincar aos índios e cowboys ou assaltar ao meio da noite os laranjais e os galinheiros dos vizinhos, ou ainda espreitar a vizinha, quando esta se despia para fazer amor …
LA RAGAZZA DAS CASTANHAS ASSADAS – por Danyel Guerra
“Cá fora é o vento e são as ruas varridas de pânico, é o jornal sujo embrulhando fatos, homens e comida guardada” Carlos Drummond de Andrade ♥A vez primeira que provei castanhas assadas aconteceu na convicta cidade do Porto, numa tarde outonal, céu forrado de tons plúmbleos, um sábado pejado de humor ranzinza, carrancudo, receando …
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POEMAS DE LEANDRO ANGONESE
©Luís Guerra e Paz Amanhece Timidamente o sol mostra sua face O primeiro de muitos cigarros é acesso Há muito deixei de orar Deus a esta hora ainda deve estar dormindo
EDIÇÃO Nº 3 – DE FEVEREIRO 2018
CAPA: “O Friso de Beethoven”, de Gustav Klimt DIRECÇÃO: Júlia Moura Lopes CONSELHO EDITORIAL: Ângela Pieruccini, Danyel Guerra, David Paiva Fernandes, Júlia Moura Lopes e Marilene Cahon. COLABORADORES DE FEVEREIRO DE 2018: Angela Pieruccini, Beatriz Bajo, Cecília Barreira, cCésar Santos Silva, Cláudia Isabel Vila Molina, Claudio B. Carlos, Danyel Guerra, Diogo Pacheco de Amorim, Enrique …
EDITORIAL – No Tempo do Faz de Conta – por Júlia Moura Lopes
“Dans le monde réellement renversé, le vrai est un moment du faux” Guy Debord. Estamos no Carnaval e o leitor de Athena perguntará onde fica e onde cabe a cultura, durante esta época? Pois direi que é no reino e no tempo do faz de conta, que se cruzam todas as alegorias. Desde a sátira …
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ODE FASHION – por Paulo Soares
Há novos desvarios no desalinhado armário da alma do poeta! Na peregrinação inócua de um centro comercial impróprio para consumo, calçou nos pés da mente um par de botas. Sapatos de essência negra, que em passos largos o levarão em sonhos aos caminhos da velhice. Sim, em sonhos e apenas neles! Na realidade, os bolsos …
A LUZ EM NÓS – por Rita Vargas
O relacionamento interpessoal é, talvez, das coisas mais importantes que temos de desenvolver ao longo de toda uma vida. O que muitas vezes não nos apercebemos é que, quando interagimos com alguém, temos uma escolha a fazer: afectar positivamente ou infectar negativamente o seu estado emocional. Na maioria das pessoas, há uma intenção consciente de …
Índice de Autores
Alberte Momán Noval A. Dasilva O. Amélia Azevedo Ana Almeida Santos Ana Matos Anna Merij Beatriz Bajo Bernardino Guimarães Carlos Barbarito Caroline Shmidt Cecília Barreira César Santos Silva César Alexandre Afonso Cláudia Isabel Vila Molina Claudio B. Carlos Claudio Willer Cristina Nobre Soares Danyel Guerra David Cortés Cabán Diniz Cortes Diogo Pacheco de Amorim Elena …
ESENCIA Y EXCEDENCIA DE LA POESÍA CONTEMPORÁNEA – por Ulises Varsóvia
Este corto ensayo se propone dilucidar los factores que han conllevado al desarrollo y/o transformación de la poesía del pasado siglo y de éste. Está referido a la poesía en general, pero especialmente a la hispanoamericana, y muy en especial a la de Chile, país del cual procedo y en el cual se ponen de …
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SONIA DELAUNAY: CÍRCULOS ENIGMÁTICOS por José António Barreiros
No panorama da pintura europeia, o casal Delaunay é um nome de referência. A sua biografia tem a ver com Portugal. Aqui viveram momentos fundamentais da sua vida artística. Foi no nosso país e por via da luminosidade invulgar do mesmo, que o cromatismo típico da sua linguagem pictórica ganhou individualidade e intensidade. Mas foi …
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AS “APARIÇÕES” DE FÁTIMA, 1917 – por Joaquim Fernandes
ENTRE O REAL E O IMAGINÁRIO Breve esquisso histórico das “mariofanias” A “Senhora vestida de branco” tem uma milenar cronologia e, antes de Fátima e de 1917, estão registados alguns milhares de alegadas “aparições” marianas. A tradição ocidental reivindica uma primeira manifestação da Virgem Maria de Nazaré, ainda em vida desta, no dia 12 …
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