
VIVER NESTE CHÃO ou NASCER NATURAL(MENTE) CRESCER
Na noite e à luz acesa do interior de um quarto. No chão num tapete ao lado das botas do pai que não estava de momento. A trabalhar lá fora e o trabalho de parir cá de dentro. Que iria demorar pensava a mãe pela experiência passada e penosa da outra vez. O irmão tio não estava que tinha fugido de medo. De medo e de susto daquelas coisas que não conhecia nem queria. De medo e de fuga. Não demorou não demorou e nasceu logo. Só a espanhola vizinha apareceu e já estava tudo acontecido: a criança, a mãe, as botas e o tapete. No tapete. Foi só a ajuda de chamar a parteira para cortar o último cordão umbilical. Continuar a ler “MUNDOS DAQUI E D´ALÉM (II)– por Adelina Andrês”


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